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Gosto do que Lena Guimarães escreve e a sua coluna no Correio está cada vez melhor, independente e imparcial. A desta quarta, por exemplo, trouxe uma chamada espetacular em sua abertura: “é proibido roubar”. 

No texto que segue jogando tintas no papel jornal, a frase acima citada discorre sobre a decisão de Maranhão em mandar botar na porta do seu gabinete de prefeito a  advertência a quem entra e a quem sai. 

Também lá em Lena um bate boca entre Estela e Cícero vai acabar prestando serviço à sociedade. É que ambos prometeram abrir os sigilos dos Casos Cuiá e Confraria. 

As coisas no Brasil cidadão e do big brother tem que ser assim mesmo com transparência e o máximo de exposição pública. Quem tem o  mel dá o mel, quem tem o fel dá o fel e quem nada tem nada dá.

Se Cícero não tem culpa no cartório acho justo pregar com tachinha – eu falei tachinha e não calcinha – sua vida no quadro de avisos; se Estela é uma santa e o que dizem dela no Caso Cuiá não procede que pregue no mesmo quadro sua vida pública. 

A vida de quem quer ser gestor público deve ser assim: virada e revirada até a exaustão. Afinal, porque tantos querem a chave do cofre? 

Só pode ser pelo que está guardado lá dentro e aí é que mora o perigo e na própria coluna de Lena desta quarta vem o péssimo exemplo de Pombal, onde a prefeita Polyana Dutra licitou duas creches no valor de três milhões e quem arrematou ambas, primos e filhos do marido, foi a família Dutra, ou seja: ficou tudo dentro de casa.

Mas, se os políticos estiverem assistindo ao Jornal Nacional vão botar as barbas de molho, pois o julgamento do mensalão vai levar para o xilindró a cúpula do PT nacional. 

Ao que é público o que for público, ao que é privado o que é privado. 

Definitivamente, é proibido roubar. Mas, todo político é inocente até que se prove ao contrário.