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O Padre Severino não será candidato, Aluísio tentará ser por liminar e a prefeita Tatiana se reelegerá se fizer agora um freio de arrumação na gestão. Essa é a impressão que tenho a partir dos vários cenários que tenho analisado a política do Conde.

Quem entra no Conde pela BR 230 se depara logo na entrada com uma UPA em fase avançada de construção. Daí até chegar ao binário, há várias obras ao longo do trecho e outra que, assim como eu, o povo nem sabe que existem, pois a gestão é discreta.

Na atual crise, nenhum prefeito vive mais a lua de mel com os eleitores. As cobranças existem e as limitações também. E Tatiana não é melhor nem pior do que os outros prefeitos que se angustiam pela escassez de recursos e por no máximo custear o funcionamento da máquina.

No tempo de Aluísio Régis as coisas eram um pouco diferentes e a Lei de Responsabilidade Fiscal não travava tanto o gestor. Hoje o prefeito quase não tem recursos para fazer o social com o povão e muitas vezes tem, mas não tem como legalizar o que gostaria.

Se de um lado o ex-prefeito Aluísio Régis tem dificuldades para se viabilizar como candidato, pois teve suas contas rejeitadas pelo TCU, do outro o Padre Severino é tentado a deixar uma paróquia próspera como a de Mamanguape e se aventurar na política, mas corre o risco de terminar como o Padre Adelino, sem paróquia e sem mandato.

Aluísio, com o seu estilo papel de enrolar prego vai transformar a campanha num inferno, produzindo confusões e ameaças; o Padre Severino vai prometer o céu na terra, mesmo sabendo que não poderá entregar o paraíso ao povo do conde.

Ambos são oposição a atual gestão, ambos podem ficar de fora do jogo da sucessão, cada um por um motivo. Mas, nenhum dos dois teria feito mais do que a prefeita vem fazendo nessa conjuntura de dificuldades.