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48 horas após ter anunciado, na Assembléia Legislativa, que existiam funcionários fantasmas na folha e parentes deputados com salários de até 13 mil reais, a notícia viajou o Brasil junto com a insegurança no Amigão, formou opinião negativa contra a Paraíba e nada de a lista com os nomes se divulgada. 

Das duas, uma: é um factóide para desviar atenção do atabalhoamento do governo ou a lista merece um suspense a la Hitchcock e como Jack o Estripador o secretário de Comunicação vai divulgá-la em pedaços. 

A verdade é que a tropa de choque formada por quatro secretários saiu do Palácio na última quarta disposta a criar uma cortina de fumaça. 

E criou, ou quase, pois a cena foi roubada por um fato que ao estava no script: barricadas na porta do quartel em Campina e a insegurança no jogo transmitido ao vivo. 

O deputado Raniery Paulino foi o mais inteligente do lado da oposição quando com frieza e cavalheirismo deu tempo ao secretário de administração, Gilberto Carneiro, para que ele até as 17 horas daquele dia trouxesse a lista a tona. 

“O senhor disse que tem essa lista e enolve deputados dessa Casa. Agora peço que divulgue. Ficarei até as 17 horas esperando”, encurralou-o com inteligência o jovem Raniery. 

Das 17 horas de quarta até hoje o relógio não pára, mas a bravata tem se resumido insights na mídia aqui e acolá. 

Se a bravata serviria apenas para enquadrar deputados comprometidos com a hipotética lista e o recado era uma ameaça velada, o tiro saiu pela culatra. 

A oposição não só quer a CPI, mas sugere a ampliação a outros governos. 

E aí, todos sabem, a jurupoca pia. 

Em tempo: o secretário de infraestrutura, Efraim Morais, foi escalado para anunciar lista dos fantasmas.

Governo ameaça deputados com lista, mas não divulga e esse foi o verdadeiro tiro que saiu pela culatra