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O golpe denunciado por parentes de pacientes internados no Hospital de Trauma de João Pessoa é alvo de um inquérito, instaurado pela Polícia Civil, por meio da Delegacia de Defraudações e Falsificações. Quatro famílias de pacientes denunciaram na segunda-feira (20) que estavam recebendo ligações cobrando uma quantia em dinheiro para dar continuidade ao tratamento dos internos.

Segundo o delegado responsável pelas investigações, Lucas Sá, os golpistas ligam para as vítimas, relatam a situação em que o paciente está e indicam um valor a ser depositado para que o tratamento não seja interrompido. “Quando começamos a ouvir as vítimas identificamos que várias pessoas tinham recebido as ligações, mas apenas duas tinham feito o depósito, cada uma desembolsou R$ 1.500. Ouvimos essas pessoas que foram vítimas e, a partir disto, começamos a levantar as informações para que a investigação siga e a gente possa prender esses estelionatários”, afirmou.

Se comprovado o golpe e após a identificação, o responsável será indiciado inicialmente pelo crime de estelionato. O delegado Lucas Sá reforça que se mais alguém for vítima do golpe, é preciso procurar a Polícia Civil para fazer a denúncia e contribuir para a investigação do caso.

O diretor do hospital, Edvan Benevides, alertou que a unidade não solicita depósitos às famílias de pacientes. O delegado confirma a versão que já tinha sido contade pelo diretor de que os golpistas exigiam quantias entre R$ 1,5  e R$ 3 mil para realizar procedimentos utilizando um número de celular com DDD 66, do Mato Grosso. “Eles chegaram a citar o meu nome como diretor e também do hospital, para que as pessoas acreditassem no golpe”, alertou Benevides.

De acordo com o diretor, os criminosos tiveram acesso aos dados de pacientes internados na UTI da unidade hospital, com isto, entraram em contato com os familiares exigindo o depósito bancário em um prazo de vinte minutos. “Tudo aconteceu muito rápido. As pessoas nos procuraram após as ligações, no entanto, infelizmente quatro famílias acreditaram neles”, explicou ele. Benevides relatou que o vazamento das informações dos pacientes será investigado, como também, disse ter acionado a Secretaria de Segurança Pública para ouvir os familiares e solucionar o caso.

G1/Pb