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A persistente teimosia de Ricardo Coutinho em perseguir todas as pessoas que não votaram nele e os que votaram mas não são favoráveis à sua metodologia de governo, ou não acham justo e humano seu estilo pessoal de governar, está levando a Paraíba a experimentar um atraso administrativo nunca antes visto no Estado, a não ser no governo de Wilson Braga, quando a ausência de freios morais arrastou a gestão pública para a lama e seus consequentes efeitos colaterais.

Mas um dos piores defeitos de Wilson Braga no governo foi ser generoso e humano, o que levo-o a entender que além de governador caridoso o governo também deveria ser. Foi aí que os assaltantes de cofres públicos se candidataram a receber as hóstias do governo no lugar dos pobres, ou pelo menos receber parte dos recursos destinados à compra de hóstias.

 

Ainda assim, devastado politicamente pelo povo, que não aceitou que sua generosidade fosse feita com dinheiro público e premiasse os espertalhões, Wilson sobreviveu à crucificação popular, só porque seu principal defeito era ao mesmo tempo sua maior virtude: ser humano, capaz de dividir o dinheiro público entre pobres e ladrões, dando mais à pobreza do que à ladroagem.

 Wilson Braga não é um bom modelo administrativo para qualquer governo, mas a sua generosidade pessoal, na parte que não contemporiza com malfeitores, não pode ser obscurecida, pois foi através dela que ele realizou uma obra de governo socialmente justo, ao menos na produção de água.

 RC E BRAGA E A PARAÍBA

Dono de um coração brando, às vezes condescendente demais (acusado de não ter brios), Braga não estabeleceu a vingança política em seu governo, talvez entendendo, como aconteceu depois, que basta um único mal praticado para que o governante receba o troco. Ele provou na própria pele e sofreu de tudo, transformou a sua vida num permanente purgatório e nunca mais saiu da ordem decrescente. Ainda sobrevive, contudo, porque nunca perdeu o dom da generosidade.

 Ricardo Coutinho, diferentemente de Braga, não nasceu com o sentimento da bondade. Se ele não tem o dom da caridade, o que fazer?

 É bem verdade que o governo de RC não descamba para a imoralidade desbragada. Mas também não prima pela moralidade insuspeita, o que é uma pena em se tratando de um líder ainda jovem, com um histórico que não vinha comprometido com atos de improbidade explícitos.

 

Mas, o que está devorando o governo e destruindo vorazmente o governante não é a sua incapacidade de fazer o bem, é a sua obstinada capacidade de fazer o mal. Faz até aos correligionários, só para dizer que na sua ‘volta’ ninguém escapa, a não ser quando ele quiser ou desejar.

 Dá para se pensar o tamanho do mal que esse moço está plantando para colher depois, já que o mal é como um bumerangue: você joga para a frente e ele viaja, viaja… E retorna