Fale Conosco

Três cenas me chamaram a atenção na Assembleia na sabatina com os secretários do governo Ricardo, que, cá pra nós, saíram pior do que a encomenda e confirmaram o tom de improviso do governo atabalhoado.

A primeira foi protagonizada pelo deputado Dr. Aníbal, que apontou o para o secretário Gilberto Carneiro e disparou a queima roupa: “o senhor não tem muita autoridade para falar em transparência, pois pratica nepotismo e empregou a esposa lá no TRT”. Gilberto baixou o quengo e engoliu em seco.

A segunda foi quando o deputado Ranieri Paulino deu prazo para o secretário de Administração publicizar quem são os deputados que tinham parentes entre os comissionados que ganhavam acima de oito mil reais. Ele tergiverssou, mas não aceitou o desafio. Mesmo assim, manteve a ameaça de publicar em breve quem na AL tinha parante com contracheque tão alto.

A terceira cena foi quando o deputado Luciano Cartaxo pediu explicações sobre a TAC assinada com o MP e Gilberto se enroscou. “Os senhores assinaram o Termo de Ajustamento de Conduta no primeiro dia útil do ano sem nem ao menos consultar os movimentos sociais”, reforçando que a pressa era tirar 15 mil para botar vinte pra dentro. Gilberto ficou mais enrolado do que bomba de sete tiro para justificar a pressa.

A quarta cena foi hilária. O deputado Gervásio arrodeou daqui, fez uma firula de lá para no final jogar na cara de Gilberto Carneiro o inchaço da folha da Prefeitura de João Pessoa entre 2009 e 2010, cerca de quatro mil servidores a mais. Gilberto rebateu insinuando que Gervasinho não estava bem informado e que procurasse os dados no sagres on line. Gervasinho riu e mostrou ao secretário que os dados que estava divulgando haviam sido impressos do sagres on line. Gilberto conseguiu depois da tréplica no máximo ser irônico.

Resumindo, Gilberto Carneiro entrou na Assembleia sem moral para manter a cabeça erguida. Aliás, ele respondia sempre de cabeça baixa.

Em tempo: soube que o governador Ricardo Coutinho já determinou que a esposa de Gilberto peça demissão e que o outro lado do nepotismo seja exonerado.