Fale Conosco

O início de uma gestão para muitos jovens prefeitos, já é uma missão difícil, ainda mais para quem carrega para si um modelo de gestão alvo de denúncias. Esse pode ser o caso do prefeito Bruno Cunha Lima (PSD), que vê sua administração vítima de queixas constantes, fruto de sua própria gestão ou de problemas herdados pelo ex-prefeito Romero Rodrigues (PSD). As mais recentes foram formuladas contra o Instituto de Previdência dos Servidores de Campina Grande (IPSEM) – referente a reajuste de proventos, da promotoria do Meio Ambiente, em Campina Grande, que instaurou um inquérito civil público para apurar possíveis irregularidades no sepultamento de vítimas da covid-19, além de averiguar a greve dos servidores municipais da educação.

TCE-PB – A primeira denúncia foi julgada no último dia 28 de janeiro, procedente em sessão pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-PB), onde trata como válidas as denúncias formuladas contra o IPSEM de Campina Grande – referente a reajuste de proventos. A Corte concedeu prazo para o restabelecimento da legalidade. O processo de número 14482/17, pode ser visto ao clicar neste link.

MP – Esse recente caso diz respeito a denúncia da promotoria do Meio Ambiente, em Campina Grande, que instaurou um inquérito civil público para apurar possíveis irregularidades no sepultamento de vítimas da covid-19. A denúncia é de que sepultamentos, ocorridos no ‘Cemitério do Santíssimo’, na Vila Cabral, não estariam cumprindo os protocolos de segurança para evitar a transmissão do vírus. A portaria do procedimento foi publicada na quarta-feira (24). O documento não contém, porém, quais medidas estariam sendo descumpridas, especificamente. O promotor do Meio Ambiente, Eulâmpio Duarte, informou que solicitou que equipes da Saúde façam uma inspeção no local, para verificar o cumprimento dos protocolos. “A informação é de que não estaria havendo o devido cuidado. As ruas são perto do cemitério e as pessoas ficam com receio”, disse o promotor.

GREVE NA EDUCAÇÃO – O prefeito Bruno, ainda enfrenta uma greve dos servidores da educação de Campina que nessa quarta-feira (24), expuseram os motivos que levaram à greve geral dos trabalhadores, durante Tribuna Livre, na Câmara Municipal de Campina Grande (CMCG). Mais uma vez, os representantes dos trabalhadores defenderam que neste momento, a principal pauta é a defesa da vida. Além disso, a categoria segue reivindicando diversos outros direitos que estão sendo negados pela gestão.

Ocuparam a Tribuna, o presidente do Sintab, Giovanni Freire, o diretor de Política e Formação Sindical, Franklyn Ikaz e o diretor de Cidades, Joselito Barbosa. Mais uma vez, o presidente destacou que não houve nenhum encaminhamento das pauta dos trabalhadores. “A principal pauta é a defesa da vida, eu peço que os vereadores visitem as escolas para saber se existe de fato proteção, para saber se as salas de aula foram preparadas para o ensino remoto. No TAC assinado entre Ministério Público e prefeitura, ninguém se responsabiliza pelo acidente de trabalho que é ser contaminado pelo coronavírus, o que pode levar à morte de professores, vigias, merendeiras, avós, pais dos alunos. Então, a greve foi o último caminho encontrado pelos servidores que entenderam que ou seria greve, ou morte. Vidas não têm preço”, declarou Giovanni. Veja detalhes: https://sintab.org.br/8636-2/