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Pietro Harley Dantas Félix foi um dos três nomes alvos de mandados de prisão nesta quinta-feira (04), após a deflagração de mais duas fases da Operação Calvário. O empresário campinense é acusado de ter aplicado um golpe financeiro contra a empresa New Life Distribuidora, que trabalha com a distribuição de livros.

Daniel Cosme Guimarães Gonçalves, proprietário da New Life Distribuidora, afirma que foi vítima de um golpe de cerca de R$ 2,3 milhões. Em 3 de março de 2010, Daniel diz ter sido representado por Pietro Harley no pregão 012/2010 da Secretaria de Educação do município de João Pessoa, através de procuração específica e particular, que o autorizava a apenas entregar a proposta da empresa no processo licitatório. A New Life saiu vencedora do pregão e, de acordo com Daniel, os livros que eram os objetos da licitação foram entregues mas o pagamento, de R$ 2.299.529,30 nunca foi recebido. Ele acusa da prefeitura de ter facilitado o golpe que teria sido praticado por Pietro.

Pietro Harley, segundo informações, era amigo e um frequentador assíduo do gabinete de Coriolano Coutinho, na ocasião Superintendente da Emlur e irmão de Ricardo Coutinho, na época prefeito de João Pessoa. Coriolano, que já está preso, também foi alvo de mandado de prisão nas fases da Calvário deflagradas nesta quinta.

O empresário campinense já teve um mandado de prisão expedido em 2014, porém, devido à influência direta do irmão do então governador da Paraíba, continuou livre e ainda vencendo licitações em prefeituras e até no Governo do Estado. Em 2015, Pietro foi envolvido em um outro escândalo, pois estava numa Granja, ele e Cori, durante um assalto que, segundo denúncia do CDDH, teria sido forjado para incriminar e executar posteriormente Sebastian Ribeiro, um jovem que descobriu que o seu grupo político tinha vínculos com o crime organizado e tentou sair.

Para estas novas fases da Calvário, as equipes de investigação do Gaeco monitoravam há meses a casa e a rotina do empresário Pietro Harley, com o objetivo de levantar dados materiais para a investigação. Segundo os registros feitos durante a operação, era comum a presença de políticos e jornalistas na residência.

Após sua prisão na manhã de quinta, Pietro Harley foi conduzido para sede da Polícia Federal. Na casa do empresário também foram apreendidos pelo menos quatro carros de luxo.