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Encontro o secretário de Articulação Política da gestão Cartaxo no café da manhã da padaria Doce Pão Delicatessen, em Manaíra,  e ele vai logo me perguntando se eu lembro quando o prefeito, vislumbrado a crise, percebeu a necessidade de um planejamento macro para enfrentá-la.

Digo quem não lembro e Fulgêncio acrescenta que foi logo depois da eleição de Dilma. “Cartaxo convocou a equipe, previu o que só agora o governador e sua equipe se deram conta, repactuou dívidas e promoveu demissões para se ajustar a realidade ainda vindoura.

Brinco com Adalberto insinuando que foi informação privilegiada repassada pelo PT e ele me garante que foi visão de futuro do prefeito e mais ninguém.

“Fizemos o dever de casa antes mesmo de a presidenta Dilma assumir o segundo mandato”, explica Adalberto Fulgêncio e acrescenta que ao se prevenir o prefeito revelou grande tino como gestor.

A diferença entre Cartaxo e RC é que o prefeito renegociou dívidas antes de as empresas mergulharem na crise, com bons modos e reduções realistas de no máximo 5%.

O governador quer tomar 15% de quem vive uma crise braba e já se comprometeu confiando nos serviços e valores licitados.

Perceberam quem vai pra mídia ameaçar os fornecedores. Gilberto Carneiro e Tião Gomes, dois interlocutores truculentos. Confusão grande.

E as demissões? Será que RC faz o dever de casa e promove cortes na folha extra de mais de 700 milhões? Ou vai debitar tudo na conta dos fornecedores, verdadeiros bodes expiatórios?