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O jornal Folha de São Paulo edição deste domingo traz uma reportagem minuciosa sobre a distribuição de concessões de emissoras de rádio e TV e descobriu o que já se desconfiava: a maioria é de políticos e está em nome de laranjas.

Na reportagem a repórter Elvira Lobato cita a Paraíba como um dos lugares em que a prática mais acontece e que empresas abertas em nomes de outras pessoas (laranjas) são frequentemente usadas por especuladores, igrejas e políticos para comprar concessões de rádio e TV em licitações do governo federal.

Entre os “proprietários” há funcionários públicos, donas de casa e enfermeiro, pessoas com renda incompatível com os negócios. Durante três meses, a reportagem analisou casos de 91 empresas; 44 não funcionam nos endereços registrados. De 1997 a 2010, o Ministério das Comunicações ofereceu 1.872 concessões de rádio e 109 de TV.

Alguns reconheceram à Folha que emprestaram seus nomes para que os reais proprietários não figurem nos registros oficiais. Nenhum, porém, admitiu ter recebido dinheiro em troca.

A pasta diz não ter como identificar se os nomes nos contratos são de laranjas. Afirma também que não pode contestar a veracidade de documentos emitidos por cartórios e juntas comerciais, alguns dos meios usados pela Folha para identificar os proprietários.

 

Trazendo a reportagem para nossa jurisdição, quantos políticos você acha que são donos de emissoras de rádio e TV na Paraíba?

Aliás, quantos não são seria a pergunta mais inteligente. E daí vem outro questionamento: sendo de políticos, essas emissoras fazem jornalismo ou guia eleitoral?

O povo quer saber.