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Com a liberação de mais uma rodada de saques do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço, o governo federal pretende dar uma oportunidade para o brasileiro pagar dívidas, fazer alguma compra importante ou até mesmo investir. Apesar de ser um valor relativamente pouco – a liberação inicial é de R$ 500 para esse ano -, o valor é uma chance de aplicar de forma efetiva o dinheiro.

Uma reportagem do site Exame mostra que o brasileiro pode tentar guardar o dinheiro, investir ou comprar algum bem de que a família precise. Esvaziar a conta exige que o trabalhador esteja ciente de que está perdendo uma fonte que pode não ter mais tão cedo e tenha disciplina para não fazer mau uso e acabar sem nada.

Veja algumas dicas:

– Dívidas: Devem ser priorizadas aquelas fora de controle, aquelas que a pessoa não conseguiu pagar, estão crescendo com a bola de neve dos juros e, em último grau, deixaram o devedor com o nome sujo.

– Reserva de emergência: É um dinheiro que toda pessoa deveria ter guardado para imprevistos, que podem ir de uma batida no carro a uma demissão ou um problema de saúde. O ideal sugerido por especialistas é de pelo menos o equivalente a seis meses de gastos. Para aqueles que têm pouco ou nada disso, os 500 reais a serem resgatados do FGTS são uma boa oportunidade para começar essa reserva.

– Investimentos: É o passo seguinte à reserva de emergência e um dos melhores usos para o dinheiro do FGTS: não muda sua concepção original, que é a de ser uma conta guardada para a segurança do trabalhador, mas aplicada em alguma aplicação que dê retornos melhores. Para quem planeja usar o dinheiro em breve, em menos de dois anos, a poupança e o Tesouro Selic, como na reserva de emergência, estão entre as opções mais fáceis. Para prazos mais longos, Américo menciona que há outras opções de títulos públicos com vencimentos que variam de 2022 até 2050 e que tendem a render um pouco mais. CDBs e fundos de renda fixa são outras alternativas mais conservadoras, ideais para quem é iniciante.

– Consumo: A compra de bens de que a família precisa pode ser um bom uso para o dinheiro do FGTS, como a troca de uma geladeira antiga que gasta muita energia ou uma ajuda na reforma da casa. Como, porém, o valor a ser sacado neste ano deve ser insuficiente para a maior parte desses gastos, é uma escolha que pode apenas aumentar o endividamento ou o comprometimento da renda, e a decisão exige antes fazer as contas e ter planejamento.

O FGTS pode ser sacado nos seguintes casos:

– Demissão sem justa causa
– Término de contrato de trabalho por prazo determinado
– Na aposentadoria
– Na compra da casa própria, liquidação ou amortização de dívida ou pagamento de parte das prestações de financiamento habitacional
– Quando o trabalhador ou dependente for portador do HIV, tiver câncer ou estiver em estágio terminal por doença grave
– Quando o titular tiver 70 anos ou mais
– No falecimento do trabalhador

Da redação com Exame