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Desde as Cruzadas, guerra ocorrida entre os cristãos e muçulmanos no Oriente Médio pela conquista de Jerusalém, que aquela mesma região não consegue ter “dias de paz”.

Hoje, o confronto se dá entre os palestinos (muçulmanos) e israelitas (judeus). Este último confronto teve início com a criação do Estado de Israel, logo após a Segunda Guerra Mundial – uma forma de reparar o mal sofrido pelos judeus durante milênios e pelo holocausto.Acontece que essa ajuda ao povo de Israel não agradou aos palestinos, os quais também se consideram donos da “Terra Santa” e lutam pelo seu direito de morar novamente em Jerusalém. Daí, vocês já sabem, conflito armado novamente na região com centenas de mortes, principalmente, do lado palestino.

Os últimos dados confirmados pela Folha de São Paulo mostram que nos combates, 162 palestinos e seis israelenses morreram, e outros 1.500 ficaram feridos nos dois lados. Nesta sexta-feira, o governo da faixa de Gaza informou que um palestino morreu e outros oito ficaram feridos em uma série de disparos de soldados israelenses na manhã desta sexta-feira na região de fronteira. O Exército de Israel não comentou sobre a operação.Segundo o porta-voz do Ministério da Saúde do governo de Gaza, Ashraf al Qedra, o morto é o agricultor Anwar Qdeih, 23, que foi atingido ao leste da cidade de Jan Yunis. Outros oito camponeses ficaram feridos e foram levados a um hospital da cidade.

Testemunhas afirmam que os palestinos foram baleados ao visitar suas terras, próximas à fronteira com Israel, quando soldados israelenses dispararam de um posto de observação.Em entrevista à agência de notícias Reuters, um dos parentes de Qedih, que não foi identificado, diz que ele tentou colocar a bandeira do movimento radical Hamas, que governa Gaza, em uma cerca na região de fronteira quando foi baleado.O Exército de Israel informou que está checando se o ataque realmente ocorreu. O Hamas disse que entrará em contato com o Egito, mediador do cessar-fogo, para relatar o incidente e cobrar uma resposta de Israel.

ACORDO

Segundo o documento que selou a trégua, israelenses e palestinos deveriam terminar os combates, mas ainda seria determinada a data para que cidadãos dos dois lados da fronteira pudessem transitar pela área próxima à linha divisória entre os territórios.Difícil é o acordo de fato ser cumprido, mas assim como existe a fé, que em dados momentos prejudicam a convivência entre judeus e árabes, também existe a esperança que a paz realmente chegue para ficar naquela localidade.
Fonte: folha.uol.com.br