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A farra de gastos com dinheiro público na Granja Santana, residência oficial do Governador, foi um dos destaques do programa eleitoral da Coligação A Vontade do Povo, desta quarta-feira (17). O escândalo, que teve ampla repercussão nacional e foi alvo de investigação pelo Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB), causa ainda maior impacto pelos excessos às custas do dinheiro do contribuinte.

Os gastos causam realmente perplexidade. Só com material de uso pessoal dos privilegiados moradores da Granja as despesas, sem licitação, chegam a R$ 18.500.

Os custos são elevados também em relação à alimentação na Granja do governador, segundo o levantamento feito pelo TCE. A auditoria do órgão revela que, só no ano de 2011, foram gastos R$ 326,2 mil com alimentos, além de R$ 481,2 mil com o fornecimento de refeições, como cafés da manhã, almoços, jantares e lanches.

O assunto foi matéria de várias publicações no Brasil inteiro, a exemplo da Revista Istoé e do Jornal Folha de São Paulo. Na rica feira do governador há uma extensa lista de itens de luxo. O TCE considerou exageradas as compras de 17,5 toneladas de carne em cinco meses, 60 quilos de lagosta de primeira, 136 quilos de camarão, 50 quilos de carne de carneiro sem osso, 50 quilos de carne de siri, 460 latas de farinha láctea em menos um mês.

Outros gastos também chamaram atenção por sua peculiaridade. A compra de R$ 144,80  em sais de banho e R$ 60,00 pagos por um rolo de papel higiênico também foram destaques na auditoria. No total, os gastos com os luxos  do governador chegam a R$ 326,2 mil (trezentos e vinte e seis mil e duzentos reais).

Parque 

O senador Cássio Cunha Lima, candidato a governador pela Coligação A Vontade do Povo, propõe que a residência oficial do governador, a Granja Santana, seja transformada em um Parque e que os gastos pessoais do chefe do Executivo estadual não sejam custeados com dinheiro público, mas sim, com o salário que recebe, tal qual, todos os trabalhadores brasileiros.

Na época em que governou a Paraíba, Cássio não residia na Granja Santana. Ele morava na sua residência pessoal e usava o espaço para reuniões administrativas, inclusive na realização de audiências com categorias profissionais, e compromissos administrativos.