Fale Conosco

Relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Luiz Edson Fachin afirmou nesta quarta-feira (2) que, assim que a Câmara dos Deputados tomar uma decisão sobre o prosseguimento ou não denúncia contra o presidente Michel Temer, ele vai se manifestar sobre os próximos passos do inquérito.

Indagado por repórteres, Fachin não quis explicar quais são as regras e o que poderia ocorrer na hipótese de a denúncia ser arquivada pelos deputados federais.

“Assim que a Câmara tomar lá uma decisão, eu vou ordenar o processo em seguida. Mas não vai demorar muito, tá bom?”, limitou-se a dizer o relator da Lava Jato antes de iniciar a sessão desta quarta-feira do STF.

A sessão

Os deputados federais começaram a a analisar nesta quarta a denúncia de corrupção apresentada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

Ao longo da manhã, o deputado Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG) – autor do parecer aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) que recomenda o arquivamento da denúncia – defendeu seu relatório na tribuna da Câmara.

Na sequência, o advogado de Temer, o criminalista Antônio Cláudio Mariz de Oliveira, também se manifestou na tribuna da Câmara. Em sua fala, ele classificou a acusação de Janot de “capenga”.

Ao final das manifestações do relator e do defensor, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), deu início à fase de debates, que se encerrou no início da tarde com a aprovação de um requerimento autorizando o fim das discussões.

Apesar das tentativas da oposição de arrastar a sessão, a previsão de Rodrigo Maia é de que a votação se encerra nesta quarta-feira.

 

Fonte: G1