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O secretário de Saúde de João Pessoa, Fábio Rocha, falou com preocupação sobre o agravamento da pandemia de Covid-19 em João Pessoa. Segundo ele, ainda não é possível avaliar os efeitos das medidas mais restritivas estabelecidas em decreto municipal em vigor há uma semana.

Fábio Rocha prevê que esta semana seja uma das piores, juntamente com a próxima, em consequência as aglomerações dos dias de Carnaval. “Só não estamos no caos porque aumentamos 60 leitos”, ressaltou.

Segundo o secretário, a ocupação de leitos caiu de 92% para 80%, porém, a queda não significa a diminuição de internações, e sim, representa a abertura de novos leitos. ”Estou enxugando gelo”, desabafou.

O secretário ainda evidencia que o controle da propagação do coronavírus na cidade depende majoritariamente da colaboração da população, seguindo as determinações estabelecidas pelos órgãos estaduais e municipais como o uso de máscara de proteção, higienização das mãos com sabão ou álcool em gel e o distanciamento social.

”É muito fácil fazer uma conta e ter alguém pra pagar pra você. É fácil sentar em um bar pra beber sem máscara e depois ficar doente e quem vai pagar a conta é o estado ou o plano de saúde”, argumentou. ”As pessoas precisam entender que elas fazem parte do processo”, completou.

Outro ponto destacado por Fábio Rocha, diz respeito a ampliação do atendimento no sistema de saúde que, embora seja de fundamental importância, tem limite. ”As pessoas também precisam entender que dinheiro e recursos humanos são limitados. Não adianta abrir leito de UTI se não tiver profissionais para trabalhar”, alegou.

O secretário de Saúde acredita que os pessoenses relaxaram nos cuidados pois perderam o medo da Covid-19 e, com a chegada das primeiras doses da vacina, se tranquilizaram ainda mais. “A a vacina está vindo a conta-gotas. Vamos esperar que a partir da próxima semana isso melhore”, afirmou, lembrando que o prefeito Cícero Lucena pretende se integrar ao consórcio de prefeitos para adquirir vacinas para a cidade.

Por fim, Fábio Rocha reforçou que a vacinação seria a melhor solução para o atual momento e, a partir dela, viveríamos num “novo normal com vacina, que ainda inclui máscara e cuidados, mas se alguém chegar a adoecer, não deve ser uma versão grave da doença”.

As declarações foram dadas ao portal ClickPB.