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Eu esperava tudo de Maranhão, menos a solidariedade e mão estendida a Veneziano

Mas ele me surpreendeu quando apresentou-se para opinar e não ficou em cima do muro com medo de desagradar Michel Temer. “Se eu estivesse na reunião teria votado contra”, disse.

E não podia ser diferente, vindo de alguém que foi perseguido e cassado pela ditadura militar. ” Foram injustos com Veneziano”, arrematou o presidente do PMDB.

Ao não aceitar o conforto do muro diante da perseguição ao secretário geral do partido, a quem chamou de valorosa liderança e ponderou para o fato de que Veneziano estava no seu direito de divergir, quando votou a favor do prosseguimento da investigação contra Temer, Maranhão faz um afago ao grupo Vital por merecimento e estratégia.

Também, e isso é macro, oferece respaldo para que Veneziano argumente justa causa e siga o mesmo caminho que o relator da matéria na CCJ, Sérgio Zveiter, que anunciou seu pedido de desfiliação ontem.

Maranhão será candidato a governador e, mesmo que convença Ricardo a adotá-lo, terá que convencer o povo de Veneziano a vestir a camisa, o que não será impossível, mas complicado, pois às feridas de 2014 ainda não cicatrizaram.

O melhor remédio para a cicatrização rápida que vejo é o diretório estadual garantir publicamente que não ingressará com uma ação requerendo o mandato, caso Veneziano busque o caminho óbvio e justo da desfiliação.

 

Dércio Alcântara