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EXCLUSIVO – Um passarinho me contou que o ex-senador Ney Suassuna está acampado em um lugar secreto nos arredores de João Pessoa e de lá comanda a licitação do Trauma, onde, segundo a fonte, tem o maior interesse de que a Cruz Vermelha leve mais uma vez a melhor.

Ele me disse que a cada meia hora ele e Aracilba trocam telefonemas e que outra capa preta estaria criando os obstáculos(?) providenciais para tirar de tempo concorrentes que podem melar o jogo de cartas marcadas.

Se alguém deduziu que minha fonte é um desafeto de RC, um inimigo recente, acertou. Tenho provas de que a licitação que insiste em peitar a Justiça e manter a famigerada Cruz a frente do Trauma é uma maracutaia.

É que nesta sexta-feira, dia 08 de junho, às nove horas da manhã, o Governo Ricardo Coutinho deverá levar adiante mais uma afronta à Justiça, desta vez a Justiça do Trabalho, que determinou a suspensão do Contrato de Gestão Pactuada com a Cruz Vermelha para administrar o Hospital de Traumas DE João Pessoa. Explicando melhor: sexta-feira, a Secretaria Estadual de Saúde estará realizando uma nova licitação, outra vez dirigida, com carta marcada para que a Cruz Vermelha Brasileira prossiga administrando o hospital por mais dois anos.

A Cruz Vermelha Brasileira foi condenada pelo juiz Alexandre Roque Pinto, da 5ª Vara do Trabalho de João Pessoa, na última sexta-feira, dia1º de junho, juntamente com o Estado da Paraíba a pagar indenização por danos morais coletivos no valor de R$ 10 milhões, para cada, pela terceirização da saúde no Hospital de Emergência e Trauma da Capital, atendendo a ação civil pública movida pelo Ministério Público do Trabalho na Paraíba.

 Além disso, a sentença declarou nulo o contrato de gestão celebrado entre o Estado e a Cruz Vermelha, bem como todos os seus aditivos e renovações, determinando o seu desfazimento sob pena de multa diária de R$ 50 mil (Processo 1228/2011).

Apesar da decisão judicial, o governador Ricardo Coutinho resolveu, ao arrepio da Lei, afrontar mais uma esfera judicial, e, para renovar o Contrato com a Cruz Vermelha Brasileira, “armou” uma licitação para um dia imprensado entre feriados, de forma a excluir a possibilidade de concorrência para “limpar” o caminho para a renovação de Contrato de Gestão do Hospital de Traumas de João Pessoa, mesmo com a decisão da Justiça do Trabalho, que anulou o contrato anterior e deixou a Cruz Vermelha impedida de participar de qualquer licitação no país.

Por falar em Ney Suassuna, alguém se lembra que ele foi recentemente visto nos eventos de Estelizabel e Agra?

Ney acende vela para os dois lados e por isso não sai de João Pessoa enquanto a Cruz Vermelha – a mesma que foi multada em 20 milhões pela Justiça por irregularidades no trauma – não arrematar essa negociata disfarçada de licitação.

Tenho provas importantes e vou publicar a qualquer momento.