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O que o irmão do governador quer na Federação Paraibana de Futebol? Coriolano Coutinho não é atleta, não é dirigente de nenhum clube de futebol e de uma hora para outra resolve se candidatar a presidente.

Certamente, pelo salário de 15 mil reais é que não é, pois tem outras fontes de renda muito mais tranquilas para tocar a vida sem exposição pública.

Naquele inquérito em que vários delegados interrogaram o motorista de um carro blindado que trouxe do Recife generosas quantias para membros do ainda operante Coletivo RC, e que hoje após denunciado por dezenas de  entidades do Forum dos Servidores Públicos, tramita na alçada do MP, Coriolano figura como o mais bem aquinhoado.

Na denúncia feita pelo representante de uma editora, Daniel Cosme, à revista Época, Coriolano também aparece. Mas sempre nos bastidores, após uma passagem tenebrosa pela EMLUR.

Não entendo o que Coriolano quer tirar do futebol profissional paraibano. Coisa boa não é. Quer dizer, coisa boa para os clubes, cartolas e outros que usufruem pelas beiradas e que agora estão na iminência de ganhar um sócio.

E, ao querer ocupar todas as formas de poder, a família Coutinho acabará incomodando, como toda oligarquia incomoda.