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As escolas particulares de João Pessoa estão sem aulas hoje, com a adesão dos trabalhadores de estabelecimentos de ensino privado à greve geral. O ato foi convocado por sindicatos e outros movimentos sociais contra as reformas da Previdência e das leis trabalhistas, movidas pelo Governo Federal no Congresso. Quem também para hoje na Paraíba são os funcionários são os Correios.

Alguns colégios tradicionais da Capital paraibana divulgaram comunicados às famílias sobre a paralisação, outros publicaram notas em redes sociais. As coordenadorias das escolas ressaltaram que as aulas serão repostas. As aulas da rede pública também estão canceladas hoje. A Escola Sempre Viva declarou em comunicado, por uma rede social, que a paralisação expressa a indignação de um povo injustiçado, insatisfeito e sem representação nas Casas Legislativa e sem governo. “Esta parada é um grito. Não estamos mais aguentando sermos relegados, desconsiderados, ultrajados e negados. Não nos dão voz. Não pediram nosso consentimento para mexer na Constituição. Por isso temos que parar”, informa a nota.

Para a coordenadora da Educação Infantil, Tutu Carvalho, a Escola Sempre Viva exerce uma educação que liberta e isso requer conscientização e atitude. “A educação tem um compromisso político e social. A gente não concorda com o que está acontecendo no país e o nosso trabalho não combina com omissão”, afirmou.

O Colégio Motiva também emitiu nota informando a suspensão de todas as atividades acadêmicas hoje. “Diante do frágil contexto político/ social existente no nosso país, o Colégio Motiva refletiu acerca da mobilização e entende que a paralisação interferirá em toda a dinâmica da comunidade educativa que opera na área da educação, assim como em outros setores. Posteriormente, marcaremos reposição deste dia letivo, sem que haja prejuízo pedagógico para os nossos educandos”, consta no comunicado.

Correio também param – Cerca de quatro toneladas, ou 400 mil correspondências diárias, deixarão de ser entregues aos paraibanos em razão da greve dos trabalhadores dos Correios, deflagrada na noite de quarta-feira (26) por tempo indeterminado. Segundo o diretor do sindicato da categoria, Emanuel de Sousa, o movimento paredista é contra a privatização e as demissões. “A direção dos Correios afirmou que a empresa tem um déficit de R$ 4 milhões, mas sabemos que essa declaração é falsa porque a empresa tem uma estimativa de lucro para este ano de R$ 20 milhões”, disse o sindicalista.

Fonte:PbAgora