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O inimigo invisível volta a assustar o planeta. Uma bomba silenciosa passada de mão em mão, que não escolhe alvo e seu poder de destruição é imensurável. O Ebola ataca novamente.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) classifica esta como o maior surto de Ebola da história. Conhecido da década de setenta passada, a doença vitimou 431 pessoas e cerca de outras 700 em anos seguintes, todas da África. Somente em 2014, já são mais de 1000 infectados e mais de 660 mortes confirmadas.

O surto atual parece ter iniciado em março, na Guiné, oeste do continente africano, e já se espalha por outros três países, Nigéria, Serra Leoa e Libéria. Esta última já fechou suas fronteiras a fim de impedir a proliferação da doença que não possui vacina e é capaz de levar a óbito 90% daqueles que contraem o vírus. Os principais sintomas da doença são marcados pelo início  repentino de febre, fraqueza, dor muscular, dores de cabeça e inflamação na garganta. Seguem-se vômitos, diarreia, coceiras, deficiência nas funções hepáticas e renais e, em alguns casos, sangramento interno e externo.  

A transmisão se dá a partir do contato com fluidos humanos (sangue, suor, saliva, urina) e não por via aérea. Já existem profissionais de saúde, que atuam na região, com contaminação confirmada e a OMS, em documento emitido esta semana, exigiu medidas drásticas dos governantes e ajuda mundial para o problema.