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O governo de Michel Temer e Henrique Meirelles ganha cada vez mais resistência na sociedade civil organizada. Não bastassem a rejeição e desaprovação popular, o governo produto do golpe vem sendo reprovado por organizações. 

O Clube de Engenharia, juntamente com entidades empresariais e outras associações de engenheiros e profissionais de engenharia, articulou com a Frente Parlamentar em Defesa da Engenharia, Infraestrutura e Desenvolvimento Nacional, a divulgação de um manifesto contra “a contínua deterioração da nossa economia”.

Desde o golpe parlamentar que retirou a presidente Dilma Rousseff, Meirelles e equipe econômica convivem com um cenário de caos. São dezenas de milhões de desempregados, milhares de empresas que fecharam as portas e previsões nada animadoras de organismos internacionais. “Urge a reorientação da política econômica, no sentido da redução mais rápida da taxa de juros, da racionalização da carga tributária e da retomada dos investimentos públicos, que possibilite a retomada da produção industrial e a recomposição do poder de compra das famílias, sob pena de crescer a insatisfação social e de levar à liquidação forçada do nosso parque industrial”, diz o texto.

Os engenheiros também condenam a dilapidação do patrimônio da Petrobras, que ao longo da história do Brasil “sempre foi a âncora do nosso desenvolvimento industrial, responsável pela cadeia de mais de 5.000 fornecedores nacionais e estrangeiros”. O texto diz que é “dramática” a situação da engenharia brasileira. 

“Petrobras está sendo dilapidada de ativos valiosos, vendidos sem transparência na ‘bacia das almas’ e passa a fazer coro com as petroleiras estrangeiras para combater políticas de conteúdo local, indispensáveis à sobrevivência de empresas e de empregos, e também para prorrogar por mais 20 anos a maior renúncia fiscal da nossa história, o Repetro, quando se sabe quão difícil é a situação financeira da União e dos Estados, diante da queda contínua da arrecadação de impostos. O Brasil, ainda uma das dez maiores economias do mundo, não pode ser reduzido à condição de mero exportador de grãos, de carnes e recursos minerais. Abrir mão da sua base industrial nos remete novamente à condição de colônia”.

Fonte: Brasil 247