Fale Conosco

O pré-candidato a governador da Paraíba nas Eleições 2014, Veneziano Vital do Rêgo (PMDB) criticou, durante entrevista, o festival de promessas utilizadas pelo então candidato a governador Ricardo Coutinho (PSB), em 2010, para se eleger. Veneziano disse que, na campanha deste ano, não vai se utilizar dessa e de outras condutas, consideradas por ele uma estratégia que não agrada ao eleitor.

“Para ganhar a eleição eu não vou me utilizar de alguns métodos ou de algumas estratégias que muitos políticos utilizam. Principalmente uma delas, que é a promessa fácil”, afirmou Veneziano, lembrando que, em 2010, Ricardo Coutinho fez várias promessas durante a campanha que não foram cumpridas até hoje, como a implantação de uma maternidade em cada cidade da Paraíba e acabar com a violência em seis meses.

“Ricardo Coutinho quando foi candidato em 2010 prometia que em 5 meses resolveria o problema da segurança pública e transformaria a Paraíba em 4 anos, dando um salto de 40. Foi na base da promessa que Ricardo Coutinho, em grande parte, ludibriou as expectativa dos paraibanos. Eu não farei isso. Eu tratearei tema a tema de acordo com as suas especificidades, com as suas sensíveis realidades locais”, afirmou Veneziano.

Veneziano disse que, no caso da Segurança Pública, não se admite prometer o que Ricardo Coutinho prometeu aos paraibanos. “Você não pode, por hipótese alguma, dizer que do dia para a noite resolverá (o problema) acabando com as práticas delituosas, as práticas criminosas. Mas você não pode agir como o atual governo age”, destacou.

Ele lembrou que, diante dos assombrosos índices de violência, o governo prefere disfarçar a realidade, ao encará-la de frente e apresentar propostas. “O governo coloca debaixo da perna a sua cabeça quando a realidade está aí fora. Ricardo Coutinho tenta impor às nossas mentes números irreais, quando você se depara com relatórios de uma Organização Não Governamental mexicana que coloca a capital do estado, João Pessoa, como a 3ª mais violenta do mundo; minha Campina Grande como a mais violenta do interior do país e a 25ª mais violenta do mundo”.

Segundo ele, estes dados mostram que as estatísticas do governo “não passam de falácia, de inverdades, de mentiras. Não há como você disfarçar, dissimular, encobrir aquilo que sente cada um de nós, quando tem um relato de quem foi assaltado no ônibus, dentro da sua própria residência, de quem passou um vexame, um risco tremendo numa explosão de um caixa eletrônico, sente um morador lá de Princesa Isabel quando um bando adentra ao estado da Paraíba e humilha a todos, colocando uma região toda sitiada por ausência de condições de trabalho dos policiais militares”.