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Tel Aviv sobe no salto e, esquecendo completamente preceitos básicos de diplomacia, dispara um míssil verbal contra o Brasil. Péssima atitude para quem se acha um gigante diplomático. A onipotência expressa revela que a cria adestrada dos americanos conseguiu absorver as lições e acreditam que o poderio bélico os credenciam a falar o que bem entendem.

Recentemente, foi veiculado nas redes sociais um vídeo mostrando a indignação de um judeu ortodoxo, em relação ao sionismo que, segundo ele, descaracteriza o verdadeiro propósito da religião judaica. No vídeo, chega a pedir desculpas pelos mortos da guerra e fala sobre a convivência histórica do povo judeu, com os povos do mundo todo.

Sabemos que uma solução que atenda o que cada uma das partes considera justo, jamais vai acontecer, já que a criação de um estado naquela região feriu tradições históricas e religiosas importantes. Mas não se pode, de modo algum, fechar os canais de diálogo e que os dois lados entendam que a paz depende de grandes concessões das partes. Diante de um passado irremediável, só resta olhar para um futuro mais promissor. 

Quanto ao Brasil, o discurso foi coerente à tradição diplomática e compromisso com a paz, nenhuma palavra avessa ao que a própria ONU já havia pronunciado, assim como os líderes de outros países. Ao que tudo indica, a atitude brasileira poderá ser seguida por nossos vizinhos latinos, arranhando, de certo modo, a imagem de Israel no cenário internacional. Talvez isso não seja tão irrelevante assim.