Eleições 2018

Em nova estratégia, Haddad troca vermelho por verde e amarelo em campanha

Na iminência de tentar dialogar com eleitores de centro, a coordenação da campanha do PT decidiu repaginar a logo da sigla e afastar símbolos tradicionais petistas da candidatura de Fernando Haddad (PT) e da vice Manuela D’Avila (PCdoB). Os tons de vermelho deram espaço às cores da bandeira nacional —ferramenta já utilizada pelo partido desde 2010, na campanha do primeiro governo da ex-presidente Dilma Rousseff. Especialistas, contudo, alertam para o risco de o eleitorado não corresponder às expectativas, por ser destoante do conteúdo passado pela legenda desde agosto. Para eles, a nova face da campanha deve vir acompanhada também de uma mudança na narrativa do petista.

Além do verde e amarelo, o PT já começou a se movimentar para reduzir a exposição de Lula nas fotos oficiais da campanha e dos adesivos da chapa. Antes, Haddad posava ao lado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mas, com a nova imagem, quem o acompanha é a vice, Manuela. O slogan também foi alterado: agora é “O Brasil para todos” em vez de “O Brasil feliz de novo”, que fazia uma alusão aos anos de Lula no governo (2003-2010). A ideia da nova cara da campanha é mostrar uma frente de união para o povo brasileiro e tentar recuperar os votos de eleitores dos candidatos que não vingaram para o segundo turno.

A nova cara da campanha não será apenas estampada nas redes sociais do partido, mas levada ao horário eleitoral gratuito, que começa amanhã. Mesmo antes da mudança, o PT já havia dado sinais de que faria alterações na base de campanha do candidato. No Facebook, em um vídeo publicado na segunda-feira, dia 8, Haddad fala sobre emprego e educação e aparece sob uma tarja azul e amarela — cores desconhecidas pela militância petista. Geralmente utilizadas pelo PSDB, as colorações foram relacionadas, neste ano, a Bolsonaro. Apoiadores do candidato utilizam a bandeira do Brasil para pedir votos. Um dos lemas contra o adversário é, inclusive, “A nossa bandeira jamais será vermelha”.

 

Com informações do Correio Braziliense

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