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Em texto veiculado na sua página no Facebook, o deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ)acusou o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de proibir a divulgação de um seminário LGBT que acontecerá nas dependências da Casa nesta quarta e quinta-feira. Segundo Jean, militante da causa gay, o evangélico Cunha implicou com a imagem impressa no cartaz do seminário. Nela, aparecem a cantora Daniela Mercury e sua companheira, Malu Verçosa.

“Pela primeira vez em doze anos, o Seminário LGBT do Congresso Nacional não terá os convites oficiais enviados pela presidência e não será publicizado pelo site oficial da Câmara dos Deputados”, escreveu Jean Wyllys. “Eduardo Cunha proibiu qualquer tipo de divulgação oficial…”

Verbo em riste, o deputado prosseguiu: “Cunha proibiu inclusive que sejam colados os cartazes de divulgação do seminário dentro do prédio do Congresso -cartazes que já foram colados e eu não penso pedir para retirar- e essa decisão antidemocrática, antirregimental, inconstitucional e autoritária obedece a uma única razão: HOMOFOBIA.”

A despeito das acusações de Jean, o site da Câmara veiculou, às 9h13 desta segunda-feira (18), notícia sobre o seminário. Disponível aqui, o texto menciona a programação do evento, anota os nomes dos seus proponentes e reproduz um trecho do requerimento de convocação.

O presidente da Câmara nega as acusações feitas pelo colega. Mas Jean soa categórico: “O que incomodou Cunha foi a foto do (quase) beijo entre Daniela Mercury e Malu Verçosa, que está nas peças aprovadas pelas comissões de Cultura, Legislação Participativa e Ciência e Tecnologia, que dividem a organização da 12ª edição do seminário. Ele fez de tudo para censurar o beijo.”

Jean foi aos detalhes: “Primeiro, [Cunha] falou que era necessária uma autorização de uso da imagem assinada por Daniela, mesmo ela tendo divulgado a arte no seu site oficial. Daniela enviou a autorização por escrito, mas mesmo assim, ele disse não. Não! Ele não vai permitir um beijo lésbico em cartazes e convites oficiais da House of Cunha, o poder legislativo que ele acha ser de sua propriedade pessoal.”

Com Blog do Josias