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Enquanto os brasileiros tentam sobreviver a carnificina promovida pelo Coronavírus, enfrentando filas da morte nos hospitais colapsados e assistindo a vacinação acontecer a conta gotas, o presidente Jair Bolsonaro – pasmem – estica a corda institucional em direção ao totalitarismo.
Sim, foi isso mesmo o que você ouviu.
Enquanto líderes mundiais mais humanos e responsáveis focam no enfrentamento da pandemia, Bolsonaro arma seu cinturão de proteção para não apenas se manter no poder. Mas ter mais poder ainda.
E no programa 360 Graus de hoje vamos debulhar como – e com quais peças – Bolsonaro tenta colocar forças armadas, polícia federal e policiais estaduais no seu colete.
O primeiro ato aconteceu há dois dias, com a morte de um PM na Bahia – ação que foi tratada por bolsonaristas raiz como um ato terrorista e ditatorial do governador baiano Ruy Costa, estimulando motins das tropas estaduais.
Dezesseis governadores – entre os quais João Azevedo – emitiram carta condenando o movimento e alertando o país e as instituições para a ameaça feitas por deputados da bancada do presidente, inclusive seu filho Eduardo Bolsonaro.
O segundo ato – e mais definitivo – vem com a reforma ministerial, que posiciona policial federal, amigo dos filhos do presidente, no ministério da justiça.
E expurga do ministério da defesa o general Fernando Azevedo, que sempre defendeu o papel constitucional das forças armadas, se recusando a dar apoio às ameaças antidemocráticas de Bolsonaro.
No lugar dele assume um general alinhado e íntimo do presidente, Walter Braga Netto.
Os militares entenderam o recado.
Bolsonaro, daqui por diante, só quer ouvir amém das forças armadas.
Por isso, os comandantes do Exército, Marinha e Aeronáutica colocaram os cargos à disposição.
A pergunta é:
Onde essa onda totalitária vai parar?
Quem vai defender a democracia?
Quem vai proteger os brasileiros do vírus e dos desejos de ditadura de Bolsonaro?

Ouça: