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E se os laranjas da Universal seguirem o exemplo do ex-bispo que quer tomar rádios na Justiça?

A diferença entre certas igrejas e uma imobiliária é que esta última vende terreno na terra e a primeira vende terreno no céu. Outra coisa é que nem sempre os lotes são entregues.

O ex-bispo da Igreja Universal Jorge Coelho da Cunha entrou com ações judiciais na Bahia e em Pernambuco para reaver três emissoras de rádio que, segundo afirma, teriam sido tiradas dele com uso de procuração falsa.

Antes de romper com a Universal, em 2002, ele foi bispo por dez anos, e responsável pela região Nordeste.

Mas, para livrar a cara da Universal, a advogada Simone Galhardo, que respondia interinamente pela diretoria jurídica, disse que a igreja não é parte no processo e ponto final. E como na Justiça só vale o que tá nos autos e o que não tá não existe, a Universal tem rabo preso, mas ninguém prova.

O líder da Universal, bispo Edir Macedo, controla inúmeros meios de comunicação, sendo o principal deles a Rede Record, braço midiático da indústria da fé que movimenta milhões com total isenção fiscal.

Se a onda pegar e os ex-bispos da Universal começarem e reclamar o patrimônio que em algum momento foram laranjas, os tribunais vão ficar abarrotados de ações.

Acho é pouco e sinto piedade apenas de quem tira da boca dos filhos para alimentar esse círculo vicioso. Essa rádios nem são do bispo e nem da Universal, na verdade são concessóes públicas usada e abusadas para ludibriar a boa fé.

Deveriam ser arrancadas dos braços desses picaretas e leiloadas para quem quer entreter e informar ao invés ludibriar.