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Quem estuda na Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Luiz Gonzaga Burity, que fica em Rio Tinto, têm motivos de sobra para se desestimular com os estudos e figurar como mais um na extensa lista dos que abandonam os estudos no meio do caminho.

Na verdade, falo dos que ainda estão frequentando as aulas, o que são poucos, pois aquela escola pública tem enfrentado uma das maiores taxas de desistência da Paraíba e os motivos são os de sempre: falta de estrutura, governo fingindo que paga e professores fingindo que lecionam.

Mas, mesmo diante desse quadro, um grupo de alunos encontrou uma maneira interessante de chamar atenção de todos para os problemas da escola.

Eles embarcaram na onda mundial do “Harlen Shake”, uma dança que se espalhou pelo mundo em centenas de versões.

Em um vídeo de 31 segundos alunos da escola sobem nas cadeiras e botam na cabeça a lata do lixo coreografando passos esquisito e desconexos.

Tudo isso para alertar para o fato de que naquela unidade escola a situação é de vaca desconhecer bezerro, conforme matéria publicada hoje no portal de notícias PBVALE.

Até esta semana, estamos sem o horário das aulas. Por incrível que pareça, professores ficam à espera de uma vaga pelos corredores da escola… Ninguém sabe para onde vai. Acredito que o mais difícil, o CONCLAVE, já foi resolvido”, foi o que publicou no facebook um professor.

Conhecida historicamente por ter sido uma escola pela qual passou personalidades ilustres riotintenses, formados hoje nas mais diversas áreas, como advogados, médicos, engenheiros, professores, políticos entre outros profissionais liberais que atuam na região, bem como no Sul do País, os alunos parecem não estar muito preocupados com a situação atual e, ao invés de organizarem Grêmio estudantil (organização bastante atuante no passado) para reivindicarem melhorias, preferem cair na emoção momentânea do Harlem Shake.

Pensando bem, cada um protesta como pode e melhor do que ficar calado é botar a boca no trombone de alguma maneia, como fizeram e estão de parabéns os alunos daquela escola estadual.

Que sirva de exemplo. Já imaginaram se em cada setor do Governo do Estado os servidores ensaiarem os passinhos esquisitos e engraçados do Harlem Shake  e depois postarem nas redes sociais em protesto?

Como ficaria um Harlem Shake na PM? E no FISCO? Como ficariam os médicos do Trauma? E os professores?