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E se Cássio rompesse agora com RC e, confirmando-se sua inelegibilidade, apoiasse Veneziano?

O veneno político dos Cunha Lima é conhecido, cantado em verso e prosa por toda a Paraíba. Aquele “Dia do Fico” de Ronaldo, quando convocou Campina para um comício no Parque do Povo só para anunciar que não seria candidato a governador e permaneceria até o final do mandato na PMCG, é uma pérola da estratégia política.

Agora vem Cássio fazer jus ao sangue e inteligência de Ronaldo e diante de várias testemunhas invoca o deputado Trócolli Júnior para inflar e fazer subir mais um de seus balões de ensaio.

Cássio disse em Uiraúna que Trócolli estava como interlocutor de uma aproximação entre PSDB e PMDB, mesmo Trócolli não estando autorizado pelos articuladores e caciques Zé Maranhão e Vital do Rego.

Mas, a jogada de Cássio precisava de Trócolli para tornar pública a proposta que ele quer apresentar aos peemedebistas e sentir a aceitação antes de se aproximar.

Ontem Trócolli trouxe a proposta numa entrevista no programa de Nilvan Ferreira: Cássio rompe com Ricardo, faz uma avaliação crítica da gestão e inicia o diálogo com as oposições para em junho quem tiver melhor nas pesquisas ser o candidato.

Qualquer coisa menos besta, quer Cássio que Veneziano siga o exemplo de Humberto Lucena para ele próprio se apresentar como o “Tertius”, o Burity de 2014, pois por ter sido governador tem um recall maior que o de Veneziano.

E se Cássio dissesse que romperá agora com RC e apoiará incondicionalmente Veneziano para governador caso seja confirmada a sua inelegibilidade numa consulta imediata ao TSE?

Seria interessante.