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Além da ginástica para driblar a crise e adaptar a máquina à nova realidade, o governador da Paraíba tem duas dores de cabeça que analgésico nenhum alivia. A escalada da violência e a relação conturbada com a ex-mulher.

No que se refere a violência, ele pode repassar responsabilidades para o governo federal e dizer que é um problema nacional, demitir Cláudio Lima e ganhar crédito pedindo trégua para o novo secretário de Segurança.

Já no que se refere ao problema com Pâmela, a mesma estratégia para se livrar da crise da violência ele não pode usar, pois é um problema pessoal, não pode ser resolvido com a substituição de esposa e Pâmela não lhe dará trégua.

É que a jornalista fez um péssimo acordo, assinou os papéis da separação sem usar a razão – ou foi coagida?- e só agora percebeu que foi induzida ao erro. Recebeu um apartamento, mas tá no nome do filho e apenas pode usufruir do bem, mas não tem poderes para vender, trocar ou alugar.

Não recebe um tostão de pensão, pois no acordo cabe ao ex-marido pagar as despesas do filho sem passar por ela e daí veio a crise com a babá, que talvez nem seja babá, que lhe desobedeceu dizendo que o seu patrão é Ricardo Vieira Coutinho, que lhe paga o salário.

Volto a esse assunto por considerá-lo da pauta política, assim como considero a violência. Uma ex-primeira dama ameaçando abrir a caixa preta da Granja Santana e revelar tudo que sabe e viu é manchete política em qualquer lugar do mundo.

Resta ao governador se livrar de quem pode para desviar atenção de quem terá que conviver para sempre. E já que o governador não consegue se livrar de Pâmela só lhe restará se livrar de Cláudio Lima.

Conviver com as demandas geradas por ambos na mídia é suicídio.