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Nesse episódio do debate que não houve na Rádio Paraíba FM errou todo mundo e o público ouvinte acabou prejudicado por ter acreditado que teria a oportunidade de ter um preview de 2014 com o enfrentamento entre Veneziano e Cássio.

Tudo na verdade começou na convenção do PSDB que sinalizou como o nome do deputado federal Romero Rodrigues para disputar a Prefeitura de Campina.

Mais que uma decisão política, esse anúncio apressado é um blefe do Grupo Cunha Lima, que lança Romero para fechar a porta para Rômulo e por tabela guardar a vaga para Diogo, esse sim o verdadeiro candidato.

Para fazer uma média com a platéia e despistar Rômulo e Ricardo, Cássio atacou Veneziano e este em seguida foi ao PolêmicaPb se defender e acabou desafiando Cássio para um debate na Rádio.

Cássio que não é besta se fez de desentendido, mas Rômulo que quer atropelar Romero e Diogo ligou para a produção e disse que aceitava ir debater com Veneziano.

O detalhe é que Veneziano comeu a corda e aceitou debater com Rômulo, que nunca governou Campina e já foi ventríloquo de Cássio e hoje é a terceira pessoa depois de ninguém de Ricardo. Se Cássio, como disse Veneziano, é desocupado, Rômulo é ocioso. Um ocioso trapalhão.

Se Veneziano fosse debater com Rômulo estaria aceitando que também é um intermediário e desceria um degrau para trocar farpas com um subalterno ao invés de se impor e só aceitar debater com figuras maiores, tipo Cássio ou Ricardo.

Se Cássio fosse debater com Veneziano daria pistas de que é candidato a governador e aí ficaria mal na fita com Ricardo, o paraibano – depois de Wilson Santiago – que mais torce para ele ficar sem mandato.

Se o Governo deixasse Rômulo ir debater com Veneziano pagaria pela burrice do Gordinho, que seria massacrado por Veneziano e acabaria bancado o desgaste desnecessário.

Ontem a Secom distribui nota anunciando que o debate não mais existiria e hoje o líder do governo Hervázio Bezerra tomou café da manhã com Gutemberg Cardoso e Nilvan pedindo para que aliviassem e não dissessem com todas as letras que o vice foi notificado a se recolher a sua insignificância.

Resumindo, Veneziano errou ao quase debater com uma figura politicamente menor, mas faturou pela batida de pino, e Rômulo tem que assumir o seu papel de Aparício, aquele personagem covarde interpretado por Renato Aragão, que levava bordoada de todo mundo, mas se calava com medo.

Rômulo é uma espécie de Aparício e em menos de duas semanas levou puxão de orelhas de Cássio, que lançou Romero, e de Ricardo, que o mandou ficar ca-la-do. 

Moral da história: só a própria rádio se daria bem com o debate, pois teria disparado na audiência.