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Amanhã, esse blog começará a revelar documentos que apontam na perspectiva de que a SECOM estadual foi utilizada para fomentar a campanha do governador Ricardo Coutinho à reeleição.

O calhamaço que compõe o dossiê já em posse do TRE e que foi repassado tanto pela Coligação A Vontade do Povo, quanto pelo Ministério Público Federal, na chamada AIJE da Publicidade, deixa o secretário titular, Luís Torres, e o executivo, Célio Alves, em situação difícil perante aquela Corte e o TCE.

Célio deixou o cargo para coordenar a campanha e operar articulando e fazendo pagamentos; Torres ficou no cargo e autorizou que fossem feitos os pagamentos no período vedado. A tabelinha da dupla fez a campanha de RC avançar. Em sua petição a Coligação A Vontade do Povo afirma que ” Luiz Inácio Rodrigues Torres, teria realizado gastos em montante superior a R$ 7.000.000,00 (sete milhões de reais) que, no entendimento da coligação investigante (Coligação “A Vontade do Povo” ), afetaram substancialmente a paridade na disputa eleitoral pelo Executivo Estadual. Foi destacado na exordial que tal valor sequer constatava em sua totalidade no portal da transparência do Governo do Estado.”

Muito estranho, a maioria dos pagamentos eram empenhados num dia e já pagos no outro, o que não é usual em nenhuma secretaria e leva a conclusão de que também podem ser despesas criadas para fazer dinheiro by passando pelas agências e fornecedores.

E o mais grave encontrado é que a SECOM fez muitos pagamentos no período vedado, em plena campanha eleitoral, o que por si só já condenará Luís Torres e Célio Alves por improbidade administrativa. TVs, rádios, gráficas, sites e outros receberam quando o estado estava proibido de veicular e pagar. Alguns, com certeza, para produzir notícia positiva e fazer propaganda subliminar.

A partir de manhã divulgaremos em capítulos diários o festival e irregularidades promovidos pela SECOM e que podem levar a governador Ricardo Coutinho à cassação.