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Diretor do Trauma, que não é pediatra, se auto escala como plantonista da UTI pediátrica e põe crianças em risco

 

Se a Justiça paraibana prestasse mais atenção nas irregularidades graves que atentam contra a vida humana e que acontecem no Hospital de Trauma de João Pessoa, Edvan Benevides, o administrador nomeado pela Cruz Vermelha para tocar a terceirização, já estaria preso.

Não estou exagerando e o CRM sabe disso. A penúltima deste senhor foi fechar a UTI pediátrica com a conivência do secretário de Saúde, Waldson Souza, e total anuência do governador Ricardo Coutinho.

O CRM denunciou, o MP fiscalizou, pediu e a Justiça determinou a reabertura. Só que, como contêm despesas com equipe especializada e não há pediatras disponíveis para tocar a UTI, o próprio Edvan tem se escalado para encenar a reabertura de fato.

O TAPIA

Edvan não é pediatra e quinta feira estava na escala, mas chegou às 23h e em seguida foi embora, fato que foi prontamente anotado pela enfermeira de plantão.

Hoje na UTI ingressou uma criança em estado grave e mais uma vez Edvan é o plantonista. Pergunto: e se ela vier a óbito por imperícia do diretor, que é médico, mas não é pediatra?

COBAIAS HUMANAS

É uma situação que beira o caos, pois dentro da estratégia comercial de maximizar o lucro minimizando o custo, a Cruz Vermelha tem colocado em risco também a vida de centenas de pessoas que passam pela UTI de adultos.

É que contratos com as cooperativas não foram renovados e, no lugar dos médicos experientes, entraram recém formados, que farão dos pacientes em tratamento intensivo suas cobaias vivas.

Médicos que não podem se identificar me contam que Edvan já merecia, inclusive, ter perdido o seu registro no CRM, tamanhas são as irregularidades do Trauma sob sua gestão e os procedimentos antiéticos que adota para agradar os superiores.

Agora é torcer para que alguém com o mínimo de sensibilidade dentro da gestão Ricardo Coutinho acorde para o que está acontecendo no Trauma de João Pessoa, uma bomba relógio prestes a virar mais uma vez manchete nacional.

E que o CRM e o MP voltem lá para constatar que Edvan fez pouco caso da decisão judicial e que a UTI pediátrica voltou a funcionar apenas de fachada, pois não há pediatras cuidando de pacientes e o próprio Edvan se escala para fazer jogo de cena e desdenhar das decisões judiciais, mascarando uma realidade perigosa, que põe vidas de crianças em risco.

É pedir a Deus para a criança que tá agora internada na UTI não virar estatística das irregularidades da Cruz Vermelha na Paraíba.

Até quando Edvan Benevides vai fazer o que bem quer no nosso maior hospital público?