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O PT realiza nesta sexta (25), em São Paulo, o seu ‘Seminário Nacional por um Novo Marco Regulatório para as Comunicações.”

Escalado como palestrante, o ex-chefão da Casa Civil José Dirceu tachou de “ridículo” o discurso que confunde regulação com censura.

O que o petismo deseja, disse Dirceu, é mais pluralismo. A alturas tantas, o “chefe da quadrilha do mensalão” expôs o miolo da picanha:

“Lamento que não tenha [no Brasil] um jornal também de esquerda, que seja a favor do governo, que em todos os países têm.” Hummmmm!?!

Segundo ele, o jornal a favor inexiste “porque os proprietários [de veículos de comunicação] são contra nós…”

“…Foram a favor do golpe de 1964, a favor de governo de direita, elegeram o Collor e o Jânio Quadros. Fizeram campanha dia e noite contra nós, o PT…”

“…Fizeram campanha contra o o governo, o presidente Lula, a CUT e o MST. Isso é natural, eles têm o direito de fazer. O que precisa é de pluralismo.”

Sob os militares, o sindicalista Lula ganhou visibilidade nacional graças à exposição midiática que obteve.

Sob Collor, o PT das CPIs, em especial o ex-deputado Dirceu, serviu-se da imprensa para vazar os dados sigilosos que roeram o governo de fancaria.

Sob Lula, Dirceu queria um jornal que ocultasse o mensalão, que digerisse a tese das verbas não contabilizadas, que atestasse a inocência da camarilha.

Dirceu almeja para o Brasil um Gramma, o jornal oficial de Cuba. É improvável que consiga. Poderia se mudar de país. Porém…

Porém, prefere permanecer nesta Pasárgada em que usufrui da amizade de reis e rainhas. Prefere manter-se nesta terra de palmeiras vistosas e mercado pujante.

Aqui, os sabiá$ das “consultorias” gorjeiam sem qualquer tipo de regulação.

De raro em raro, a imprensa que imprensa revela um ou outro piado esquisito. Mas, que diabos, a vida não é feita só de poesia.