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“Aqui só tem 17 salas”.  Com esta simples frase o proprietário de uma das salas em um pequeno Edifício comercial no Centro de João Pessoa/PB desvendou mais um mistério que envolve o empresário campinense, Pietro Harley Dantas Felix e a Prefeitura de João Pessoa. O endereço da empresa “Soluções AP” é Av. Visconde de Pelotas, nº 039, Sala 19, Centro, João Pessoa (conforme atesta a publicação do semanário municipal), mas a sala simplesmente não existe, configurando mais um capítulo de um escândalo sem precedentes.

Um questionamento interessante é como esta empresa recebeu um alvará para funcionar em João Pessoa em uma sala que não existe?

Deu no ClickPBA Soluções AP ganhou um lote em licitação para venda de livros no valor de R$ 1.720.950,00, onde o telefone celular que aparece como contato da empresa é o de Pietro Harley.De acordo com documentos apresentados pelo vereador Tavinho Santos (PTB), durante audiência pública que tratava sobre o “Escândalo dos Livros” na Câmara Municipal de João Pessoa no último dia 15 de dezembro, Pietro Harley, reconheceu sua firma no aditivo de contrato social da empresa Soluções AP em um cartório no município de Juripiranga no dia 10 de setembro e 2010 e protocolou na Junta Comercial da Paraíba (JUCEP) no dia 15 do mesmo mês. 

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O fato estranho é que o carimbo de reconhecimento de firma datado do dia 10 aparece por cima do protocolo da Junta Comercial protocolado cinco dias depois, ou seja no dia 15 de setembro de 2010. A pergunta que se faz é como é que o empresário Pietro conseguiu ter o carimbo do cartório de reconhecimento de firma, datado do dia 10 de setembro, colocado por cima do protocolo da Junta Comercial datado do dia 15 de setembro?

Outro agravante é o fato de que o empresário Pietro Harley e tão pouco os seus sócios na empresa Soluções AP, que foram vencedores em uma licitação milionária junto à Prefeitura Municipal de João Pessoa, nunca tiveram cartão de autógrafos e nem firma reconhecida no cartório do município de Juripiranga, conforme documentos apresentados pelo vereador Aristávora Santos, também durante a audiência pública na CMJP, que passaram despercebidos pela imprensa.