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Ciente de que ao calotear fornecedores, não conceder reajuste aos servidores na data base que criou e ainda viver sob ameaça de pedalada na folha, perderá o discurso de gestor eficaz, o governador Ricardo Coutinho foi à boca de cena polarizar com o senador Cássio, um crítico sem muita morar para falar de quem quebrou a Paraíba, pois também quebrou.

Orientado por pesquisas e pelo feeling, RC saiu do tema político desviando a tenção da opinião pública para a depredação e Areia Vermelha e a urgência em preservá-la, o que é óbvio e só agora – com a demanda por temas leves e de consenso – RC parece ter descoberto.

GOLPE PUBLICITÁRIO

Entre aparecer de cabelos brancos e cara emburrada numa reunião da equipe de gerenciamento de crises e desfilar ecológico na ilha eventual, RC, sempre sagaz, produziu em off aquele abraço de ontem, quando a remada levou para alto mar a maresia chata dos cobradores.

A verdade dos fatos é que um político que, percebendo a mediocridade dos seus adversários, jogou a bola no espaço vazo e construiu a fachada de bom gestor, core o sério risco de perder para si mesmo, engolido que será o seu discurso chave.

CAINDO SÓ

Torço, pelo bem dos servidores, do comércio e dos funcionários dos fornecedores, para que a quebradeira não seja uma sangria desatada.

Mas, que pela segunda vez – a primeira foi quando chegou as convenções de 2014 desconstruído pela imprensa e no período vedado virou o jogo da comunicação – Ricardo Vieira Coutinho corre o risco de perder para si mesmo, isso é fato.

E se Cássio e outros sem muita moral para falar ficarem quietos a fruta apodrece e cairá sozinha do pé.