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O deputado Vital Costa quer que o Ministério Público Estadual investigue o pagamento de mais de R$ 81,6 milhões feito pelo Governo do Estado à Construtora G & F Ltda. que, segundo denúncia do senador Álvaro Dias (PSDB/PR), teria envolvimento com a Delta Nacional, maior distribuidora de recursos da Organização criminosa comandada por Carlos Augusto Ramos, conhecido como “Carlinhos Cachoeira”. O parlamentar disse que a sociedade exige uma explicação sobre os valores e as negociações com a empresa.

“Eu, o Parlamento e  a sociedade temos interesse  que isso seja esclarecido. A sociedade vem clamando por esclarecimento desse desgoverno. E isso deve ser repudiado. Não só o Parlamento, mas tenho certeza que o Ministério Público deve analisar em que condições esse pagamento foi feito”, falou Vital.

O legislador advertiu o Ministério Público para que a negociação entre o governo paraibano e a empresa seja investigada. “O Ministério Público deve buscar provas para averiguar tudo isso. O Parlamento não pode ficar a margem de tudo isso”, disse.

Conforme dados do Portal da Transparência do Governo Federal, a G&F se encontra no Cadastro de Empresas “Inidôneas” por “atos ilícitos materializados no pagamento de diversas vantagens e benefícios indevidos a servidores públicos, atentando contra a necessária idoneidade da referida empresa para contratações públicas, nos termos do art. 87, inciso IV, c/c art. 88, inciso III, ambos da Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993″.

Apesar de estar com a “ficha suja” na CGU (Controladoria Geral da União), o governo do Estado continuou efetuando os pagamentos a empresa. No dia 26 de setembro do ano passado, o Diário Oficial da União trouxe a inclusão da empresa no cadastro de inidôneas, enquanto que no dia 08 de novembro do mesmo ano, o governo pagou R$ 202.020,93 a empresa por serviço em trecho da PB -382, entre os municípios de São José de Caiana e Serra Grande. A G & F é responsável por boa parte das estradas construídas pela atual gestão.

Os valores foram revelados pelo site ClickPB em reportagem publicada nessa segunda-feira (22). Porém, segundo o deputado Tião Gomes (PSL), que é da base de sustentação do governo na Assembleia Legislativa, “se a obra foi feita pela G&F Construtora, ela tem que ser paga, mesmo a empresa estando inidônea”. Tião acrescentou que o governo federal também pagou por obras feitas pela mesma empresa.

bg