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O deputado Anísio Maia (PT) chamou a atenção dos colegas parlamentares em Plenário ao mostrar imagens dos senadores paraibanos Cássio Cunha Lima (PSDB), Raimundo Lira (PMDB) e José Maranhão (PMDB) para chamá-los de “corruptos e cínicos “por terem votado favoráveis ao retorno de Aécio Neves (PSDB/MG) ao Senado Federal.

Em seu pronunciamento durante a sessão desta quinta-feira (19), o deputado se mostrou indignado com a bancada federal paraibana. “Senadores paraibanos votam livrando um corrupto e se igualam a ele até no cinismo porque ao justificarem os seus votos, além de cúmplices da corrupção são cínicos. É o mínimo que se pode dizer da atitude deles”, disse.

Para o deputado, o senador Aécio Neves só foi livrado pelos amigos por conta do depoimento do operador financeiro, Lúcio Funaro à Procuradoria-Geral da República (PT), que havia denunciado que o Impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff foi comprado.

“Aécio foi inocentado pelo Senado Federal mostrando que o PSDB está acima da lei. Tendo a carteirinha do PSDB você estará livre de qualquer problema no Brasil. É como se dissesse: pode roubar à vontade e por conta disso, o Eduardo Cunha está pedindo o mesmo tratamento de Aécio. E por quê não?”, indagou o deputado.

Segundo Maia, o Senado mostrou ao país que julga com dois pesos e duas medidas e lembrou também o Caso do senador Delcídio do Amaral (PT-MS), que foi cassado rapidamente sem nenhum cerimônia, enquanto que Aécio Neves tem tratamento vip.

“Até o Supremo Tribunal Federal mudou de postura para proteger o seu filho dileto e o pior é que os nossos senadores estão envolvidos nesse jogo. Afastaram uma presidente honesta para colocar Michel Temer no seu lugar e agora estão protegendo tudo quando é de corrupto, entre eles, o próprio presidente que tem dois pedidos de cassação e passa tranqüilo no Congresso Nacional”, lembrou.

Ele disse ainda que os senadores não vão se livrar da pecha de “cínicos” porque a história de dizer que estavam apenas defendo a autonomia do Senado, não cola porque essa autonomia já estava consagrada no STF quando garantiu que a palavra final era dos ministros.

“Então  por que justificar de forma tão vergonhosa a permanência de Aécio com todas as provas confirmadas? Portanto, isso apenas confirmou um complô com Temer para livrar todos os envolvidos na Operação Lava-Jato”, ressaltou.