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O deputado Anísio Maia (PT) disse não esperar muito da atuação da nova procuradora-geral da República, Raquel Dodge, até porque ela foi escolhida por um presidente que está muito “sujo” na política.

Ele apela para que os brasileiros estejam atentos aos passos da procuradora.

Segundo ele, os comentários são de que a missão da procuradora é de abafar todos os processos investigatórios nos quais estão envolvidos, principalmente, a “quadrilha” do PMDB.

“Vamos ver se a missão dela é essa mesmo de atender ao pedido de Temer quando a indicou para o cargo, mas esperamos que ela dê continuidade aos trabalhos de investigação da Operação Lava Jato. Estou muito apreensivo em relação a isso”, ressaltou.

Anísio fez ainda um balanço da gestão do ex-procurador Rodrigo Janot e disse que a atuação dele foi péssima.

O parlamentar avalia que a Procuradoria Geral do Brasil instituiu um ritmo de trabalho que foi muito ruim para as outras instituições que se baseiam na lei, principalmente em relação à delação premiada.

“Janot estimulou para que se criasse no país um instrumento que ninguém controla mais. A delação premiada virou uma espécie de negociata de todo tipo para servir aos mais diversos jogos políticos. Esse foi o resultado do império de Janot”, destacou.

Ele espera que isso sirva de lição para Raquel Dodge e que a delação premiada deixe de ser  um mero instrumento político e que minimize o trabalho da Procuradoria. Caso contrário, qualquer pessoas que quiser se livrar de um processo vai conseguir a liberdade ao fazer a negociação em detrimento da delação.

“Isso chegou ao ponto do Rodrigo Janot denunciar 170 executivos de diversas construtoras deixando o trabalho da Procuradoria sem valor. Porque quando se denuncia esse monte de pessoas de uma vez só, se faz um péssimo trabalho com denúncias fracas e termina absolvendo todo mundo por inépcias das provas”, concluiu o deputado.