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Inicio esse artigo citando Bertolt Brecht:  Há homens que lutam um dia e são bons. Há outros que lutam um ano e são melhores. Há os que lutam muitos anos, e são muito bons. Mas há os que lutam toda a vida, esses são os imprescindíveis.” 

Me acusam de ser radical, me acusam de pegar no pé, me acusam de ser sistemático, me acusam de ser insolente, me acusam de ser intolerante, me acusam de ser parcial.

Mas de uma coisa tenham certeza que eu não sou: covarde.

Não posso ficar calado diante de tantas injustiças; não posso ficar calado diante de tantos desmandos; não posso ficar calado vendo a Paraíba servindo de chacota e os nossos conterrâneos morrendo a míngua na porta de hospitais públicos.

Lamento que os movimentos sociais estejam enfraquecidos pela falta de um líder, pois o líder que tinham trocou de papel e agora oprime e manda a Polícia baixar o cacete.

Faço desse blog a minha catarse e quase todo dia recebo notificações de oficiais de Justiça com processos costumeiramente impetrados pelo governador.

No Dia da Imprensa, a caixa de ressonância da sociedade civil, faço um apelo aos paraibanos: Nós que nunca aceitamos uma canga nas costas, que dissemos “Nego” quando queriam nos impor tutela, devemos reagir aos ataques aos direitos constitucionais.

Educação, Saúde e Segurança estão assegurados na Constituição Federal: “Direito de todos e dever do Estado.”

Se hoje a tirania tenta impor novas regras devemos reagir, pois corremos o risco de quando quisermos lutar ser tarde, muito tarde.

E finalizo citando Maiakovski :

“Na primeira noite eles se aproximam
e roubam uma flor do nosso jardim.
E não dizemos nada.

Na segunda noite, já não se escondem:
pisam as flores, matam nosso cão,
e não dizemos nada.

Até que um dia, o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz e,
conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.

E já não podemos dizer nada.”

Levanta o quengo Paraíba!