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Na política nem sempre o discurso, bate com a coerência das ações. Um dos casos mais recentes pode ser analisado na eleição para a presidência do Senado. Apesar de em recentes entrevistas a senadora Daniella Ribeiro (PP-PB), ter destacado a defesa da mulher na política como uma de suas principais áreas de atuação no Senado, a mesma não apoia a candidatura da senadora Simone Tebet (MDB-MS) para a presidência do Senado.

Apesar de Daniella ter se mostrado em entrevistas como uma parlamentar que defende a valorização das mulheres na política, a senadora nega voto em Simone Tebet, que se eleita será a primeira mulher a presidir a Casa. Veja detalhes: https://www12.senado.leg.br/radio/1/primeiro-item/daniella-ribeiro-destaca-defesa-da-mulher-como-uma-de-suas-area-de-atuacao-politica

“Em termos de representatividade, estamos um pouco distante, mas já avançamos muito e vamos continuar progredindo, por isso é necessário ter esse engajamento entre nós. Independentemente de política-partidária, é preciso unir a nossa voz”, dizia a senadora em evento recente na Paraíba, sobre a necessidade de união das mulheres em prol da valorização das mesmas em cargos públicos. Confira: http://www.al.pb.leg.br/31573/parlamentares-paraibanas-debatem-participacao-feminina-na-politica.html

Apesar do voto contrário de Daniella, a senadora Simone Tebet (MDB-MS) tem a maioria dos votos femininos da Casa para a presidência do Senado. Metade das 12 senadoras do País declararam voto em Simone Tebet (MDB-MS), de acordo com o placar da disputa publicado pelo Estadão. Os votos vêm de parlamentares de quatro partidos diferentes, da esquerda à direita, como Leila Barros (PSB-DF) e Mara Gabrilli (PSDB-SP), e podem ser essenciais para eleger a primeira mulher como presidente da Casa e, consequentemente, do Congresso Nacional. Além de seu próprio voto, a candidatura de Simone tem o suporte de Eliziane Gama (Cidadania-MA), Rose de Freitas (MDB-ES) e Nilda Gondim (MDB-PB). Com exceção do PSDB, que segundo dados, quatro senadores ficaram com Pacheco e três com Simone, os demais apoios são esperados em função dos acordos firmados com os partidos representados pelas senadoras. https://www.terra.com.br/noticias/brasil/politica/bancada-feminina-do-senado-se-divide-entre-tebet-e-pacheco,3bce324ec814a2f9381f3af11b9b2c0cbev9kpzp.html