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O Conselho Regional de Medicina na Paraíba (CRM-PB) afirmou que os atendimentos no Hospital Edson Ramalho não serão suspensos. A decisão aconteceu após uma reunião realizada nesta quinta-feira (17), de forma virtual, para discutir soluções e alternativas para a superlotação do hospital.

Na última terça-feira (15), a diretoria técnica da unidade hospitalar informou ao CRM-PB que suspenderia os atendimentos clínicos a partir da próxima segunda-feira (21), em função de uma demanda excessivamente superior à sua capacidade. Após a reunião desta tarde, a possibilidade de suspensão de atendimentos foi descartada.

“O mais importante é que o hospital manterá a assistência à população. A Secretaria Estadual de Saúde informou que fará os ajustes necessários para transferir os pacientes para outras unidades e enviará relatório sobre este planejamento para o Ministério Público. Após isso, retornaremos ao hospital para verificar se as providências necessárias foram tomadas”, explicou o diretor de Fiscalização do CRM-PB, João Alberto Pessoa.

Na quarta-feira (16), o presidente do CRM-PB, Roberto Magliano de Morais, e o diretor João Alberto estiveram no hospital e confirmaram a superlotação. “Havia cerca de 50 pacientes internados aguardando vagas e o número mensal de atendimentos subiu de 1,6 mil para 4 mil, no último mês”, disse João Alberto. “Com isso, sugerimos que os gestores organizassem melhor o fluxo de pacientes e que alguns fossem transferidos para outras unidades”, completou o diretor de Fiscalização.

A reunião aconteceu com representantes do Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB), do Ministério Público Estadual, da Secretaria Estadual de Saúde e do Hospital Edson Ramalho.

Além de João Alberto, participaram da audiência virtual o 2º sub procurador geral de Justiça Alvaro Gadelha Campos, os promotores de Justiça Raniere Dantas, Reynaldo Serpa e Maria das Graças de Azevedo, o secretário executivo de Gestão da Rede de Unidades de Saúde da SES Daniel Beltrammi, o presidente do Conselho Estadual de Saúde Antônio Eduardo Cunha e a diretoria do Hospital Edson Ramalho, representada pelo coronel Almeida Martins, Agripino Melo e Liani Carvalho.