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Acho deselegante (com certeza menos deselegante do que a falta de Ricardo Coutinho na sessão de abertura dos trabalhos na Assembleia Legislativa), mas vou começar a narrativa com uma pergunta:

Quem acredita na rouquidão do atual chefe do Executivo usada como justificativa para a falta de Coutinho na primeira sessão do Legislativo em 2012?

Um passarinho laranja que cansou de cheirar girassol me contou, na manhã de hoje, que o discurso de Ricardo já estava em fase de finalização quando a notícia sobre a diminuição no repasse da UEPB estourou na imprensa. A partir dali, tudo mudou.

A reitora reclamou e disse que a Paraíba regride com o governo Ricardo Coutinho. “Voltamos a 2003” gritou Marlene, com referência ao ano que foi viabilizada a autonomia da UEPB.

Ricardo deu umas twitadas insinuando que a reitora queria mais dinheiro do que precisava e mandou Aracilba Rocha, a escudeira preferida quando o assunto é brabo, juntar meia dúzia de tabelas cheias de números imaginários e correr pra mídia comprada pelo Estado dizer que a verba não vai fazer falta nenhuma à Universidade, que não houve corte.

Depois de tudo isso, o senador Cássio Cunha Lima, “pai” da autonomia, passou as primeiras horas recluso, alegou que estava com problemas pessoais, passou a terça com o celular funcionando freneticamente e já preparou a resposta para Ricardo Coutinho.

O governador que não estranhe algumas denúncias surpresa que virão pelas mãos de deputados. Nem tão pouco reclame sobre “projetos” políticos que não se concretizarão nos próximos dias.

Como político que age friamente  sob quaisquer circunstâncias, principalmente quando uma armadilha já está preparada, Cássio usou o microblog Twitter, hoje,  e postou: “O problema da UEPB resolve-se com esclarecimento dos fatos, dialogo, bom senso e humildade. Meu compromisso com a Universidade é inabalável”.

Ricardo Coutinho está prevendo tempestade e vai evitar, daqui por diante, se encontrar com os parlamentares de oposição, com a imprensa que não se vende ao projeto do “Coletivo” e, principalmente, com Cássio Cunha Lima.

Hoje, Ricardo já deu a primeira furada. Vamos esperar pela enfermidade que sua assessoria vai alegar na próxima.