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O deputado estadual Anísio Maia (PT) afirmou que a nota emitida por grupo que comanda o Manaíra Shopping sobre a dragagem do RioJaguaribe visa enganar a opinião pública. “Mais uma vez estão tentando enganar a opinião pública ao divulgar uma nota constando documentos incompletos para omitir a realidade. Nesta nota publicada oficialmente hoje [Ontem], dia 31 de janeiro de 2013, em diversos meios de comunicação, foram anexados alguns documentos de autoria da Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema) e da Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP). O documento de autoria da prefeitura, identificado como número um, foi apresentado com a página um inteira e a dois cortada, constando apenas as assinaturas sem texto”, disse.

Segundo o parlamentar, os documentos apresentados estão incompletos propositalmente. “A omissão foi proposital, com o intuito de esconder o texto original, onde consta que para realizar a dragagem teria que ser apresentado um plano de trabalho devidamente aprovado. Como este plano de trabalho não existe, rasgaram a página para não evidenciá-lo”, revelou.

No que diz respeito aos documentos apresentados como sendo da Sudema, Anísio Maia explicou que não são referentes ao aterramento realizado recentemente. “Em mais um desrespeito à opinião pública, os documentos apresentados com a autoria da Sudema, numerados como quatro, cinco e seis, não dizem respeito ao aterramento realizado em janeiro deste ano, onde foram despejados mais de 200 caminhões de barro no rio. Estes são referentes a uma denuncia anterior, promovida por moradores do bairro São José quando a grande quantidade de barro não tinha sido despejada no rio ainda. Observando atentamente as datas, nota-se facilmente que estes documento são datados de dezembro do ano passado, sendo, portanto, anteriores à nossa denúncia”, contou.

Para o deputado, ficou demonstrado para a opinião pública a forma como os representantes do empreendimento trabalham. “É assim que este empresário trabalha, burlando, enganando, escondendo documentos e até utilizando documentos ilícitos, como é o caso das licenças ambientais usadas para desrespeitar e agredir a natureza, que estão sendo todas contestadas pelo Ministério Público Federal”, exclamou.

Anísio Maia convidou ainda a população a comprovar os fatos que está afirmando. “Quem tiver qualquer dúvida pode acessar o Inquérito Civil Público de número 1.24.000.000417/2007-60. Neste inquérito tudo o que nós afirmamos está confirmado, com provas cabais e irrefutáveis, já que são de autoria de um órgão fora de suspeita e alta credibilidade, como é caso do Ministério Público. Por mais que eles gastem muito dinheiro com advogados caríssimos para protelar o andamento do processo, irá chegar o dia onde a Justiça Federal irá pronunciar-se e confirmar nossa denúncia”, garantiu.

Com Assessoria