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A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou no início da tarde desta terça-feira (27/3) o fim do 14º e do 15º salários, benefício que era pago aos senadores e deputados federais. Para valer efetivamente, o projeto ainda tem de passar pelo plenário do Senado. Aprovado por unanimidade, o relatório do senador Lindbergh Farias (PT-RJ) vai agora à Comissão da Mesa Diretora, onde será tratado internamente.

O senador da Paraíba, Cássio Cunha Lima (PSDB) se posicionou contrário a extinção dos benefícios concedidos aos senadores. Para Cássio, os salários do Senado deveriam se equiparar ao salários de grandes executivos do Brasil.

O projeto prevê que os parlamentares recebam apenas duas ajudas de custo durante todo o mandato, uma no início e outra no fim. Atualmente, os dois são pagos anualmente. O custo com o pagamento dos extras no Senado, nos oito anos de mandato, é de R$ 34,6 milhões. A Câmara dos Deputados gasta, em quatro anos, R$ 109,6 milhões. No caso específico dos senadores, além de receberem os extras, eles não pagam Imposto de Renda.

O pagamento dos extras também ocorre em algumas unidades da federação, como no Distrito Federal. No mês passado, a Câmara Legislativa da capital aprovou a extinção dos benefícios que eram pagos aos deputados distritais.

Com Correio Braziliense