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Comendo no mesmo prato, PT e PSDB estão solidários no mesmo crime

A mais espetacular de todas as fases da Operação Lava Jato, sexta (19), quando os poderosos chefões das empreiteiras Odebrecht e Andrade Gutierrez foram presos, não mereceu da oposição qualquer declaração mais enfática, até pela ligação dos investigados ao ex-presidente Lula. É que, como os petistas, os oposicionistas também receberam generosas doações de ambas as empreiteiras suspeitas.

Na eleição presidencial de 2014, a Andrade Gutierrez, cujo presidente está preso, deu R$ 19 milhões para Aécio e R$ 21 milhões para Dilma.

Oficialmente, a Odebrecht, cujo presidente também está preso, doou apenas R$ 6 milhões para Dilma e R$ 2 milhões para o tucano Aécio.

Carlos Sampaio (SP), Antônio Imbassahy (BA) e Aécio Neves, tucanos, não comentaram a prisão de Marcelo Odebrecht e Otavio Azevedo. 

O tucano Aloysio Nunes (SP) destaca a prisão dos empreiteiros, mas cobra: “É a primeira quadrilha sem um chefe. Será que é o Brahma?”  O chefe não, Aloysio, os chefes. No plural, pois é um crime suprapartidário. Com vários chefes. 

Se PT e PSDB comeram no mesmo prato, dividiram o mesmo macarrão, quem tem moral para atirar a primneira pedra? Estão solidários no crime.