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Outro dia assistindo o filme “O Caminho das Nuvens”, com Cláudia Abreu e Wagner Moura, que foi em grande parte rodado dentro da Paraíba, bateu saudade da época em que ir para o sul maravilha era o que restava a qualquer jovem sonhador.

Conta a história de uma família cujo provedor quer arranjar um emprego de mil reais e, para alcançar o que deseja, sai pelo mundo de bicicleta com a família numa viagem que começa na Praça do Meio do Mundo e vai acabar no Rio de Janeiro.

Confesso que logo me identifiquei com o personagem. Nunca escondi de ninguém que sou um semeador de vento, um Quixote, um pescador de ilusões.

Antes dos quinze já jogava coquetel molotov na tropa de choque, quebrava ônibus quando as passagens aumentavam e sonhava em derrubar a ditadura militar empunhando um fuzil automático leve.

Fui poeta no Estupidez Coletiva, rebelde com causa nas passeatas e assembleias estudantis, revolucionário na conspiração contra a ditadura e disposto a assaltar banco para comprar as armas que iriam tirar de Itamaracá José Calistrato e depois fazer a guerra de guerrilha em um Araguaia qualquer.

Quem me conhece sabe que só vivo feliz se abraçar uma causa e quase sempre esta é a da liberdade.

Outro dia alguém que não lembro o nome me disse que para o guerrilheiro a guerra nunca termina e isso me fez refletir sobre se a guerra que iniciei na década de setenta já acabou ou se ainda há focos e trincheiras em combate.

Disse a quem esqueci o nome que dentro da minha consciência há uma Coluna Prestes em alerta e que o destino de quem combate o bom combate é viver e morrer na luta.

Para o revolucionário não há vida sem causa, do mesmo jeito que para o poeta não há poesia sem musa ou para o jornalista não há alegria sem a adrenalina do fato e do furo.

Sei que aqui neste torrão não estou só e que dos escombros de todos os combates restaram camaradas, companheiros, irmãos e irmãs que ainda acreditam na causa da liberdade.

Com a altivez de quem nunca fugiu a luta e nem deixou aliados pela estrada, venho convocá-los para a batalha intermediária que decidirá o destino dos paraibanos na batalha final de 2014.

Unam-se em pensamentos, interliguem-se pela internet, deem as mãos pela causa, que é chegada a hora de lutar para não sucumbir às loucuras de um déspota em gestação.

Em cada município haverá um combate, nos dois maiores haverá uma guerra e dela temos que sair inteiros para a batalha final a ser travada contra o pior governador que a Paraíba já teve, que é Ricardo Vieira Coutinho.

A quem achar que estamos derrotados, diga que ainda estão rolando os dados; a quem achar que já ganhamos, diga que ainda estamos arremessando os dardos.

Aos que confiam ou desconfiam deste que vos escreve, aviso que entre uma reta morgada para chegar ao pote de ouro do arco Iris e uma estrada sinuosa e feliz, farei sempre opção pela que me levar ao destino sem perder a ternura jamais.

Como diria Roberto Carlos, “eu prefiro as curvas da estrada de Santos…”