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Antecipando-se ao rádio, a TV, aos jornais, portais e blogs, as redes sociais saíram na frente na investigação, julgamento, sentença e escárnio público do jovem que atropelou o agente da Lei Seca no seu Porsche.

O irresponsável deve ter tomado uns Chandons e foi ao volante do possante achando que o sobrenome Carlos blindava seu destino, que até a noite da sexta só agregava sorte e muito capim pra queimar.

Viu a blitz, barrufou o motor, confundiu com uma comitiva de chegada e passou por cima da Lei no delírio do porre.

RodolPho não entendeu que o sobrenome famoso traria no seu encalço a pressão das redes sociais, que chuta da cadeira pras ruas o governador, o superintendente do DETRAN, o delegado, a juíza e até o noticiário do sistema de comunicação da família, todos acelerados pela fritura digital.

Ainda no seu martírio, o agente da Lei Seca Diogo agoniza e junto com seu trauma traumatiza-se toda a família e amigos.
Mais do que esposa e filhos, ironicamente é o piloto de fórmula Porsche quem tem que dobrar os joelhos e rezar pelo restabelecimento da vítima, pois se ela for à óbito não haverá fábrica de café, cuscuz, pippo’s, loja de carros e sistema de comunicação que evite a sua condenação a estadia num presídio.

DÉRCIO ALCÂNTARA