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Com base na coluna de Felipe Paturty, de Época, nosso blog tinha antecipado semana passada que o deputado Manoel Júnior havia desistido de concorrer à presidência do PMDB, mas ele próprio ligou para desmentir e o desenrolar dos fatos acabou por confirmar que ele realmente estava fora da disputa. Ou estava disputando sem chances e, de certa forma, tinha jogado a toalha.

Sorte a de Manoel Júnior, pois os que ficaram no fúnil acabam de ser denunciados como beneficiários do Petrolão e aos poucos o PMDB vai perdendo a legitimidade para herdar o poder num eventual golpe no mandato da Presidente Dilma, pois não tem as mãos limpas e nem pode atirar a primeira pedra, como não podem o PSDB, o DEM e outros afoitos.

É que segundo Patury, três construtoras investigadas pela Operação Lava Jato, da Polícia Federal, doaram R$ 1,5 milhão às campanhas eleitorais dos deputados federais Leonardo Picciani (RJ) e Lúcio Vieira Lima (BA).

Os dois deputados disputarão nesta quarta-feira (11) o posto de líder do PMDB na Câmara. Investigadas por participação no petrolão, esquema acusado de desviar R$ 10 bilhões da Petrobras, as construtoras OAS, Queiroz Galvão e Carioca Engenharia foram responsáveis por 26% dos R$ 5,8 milhões que os dois deputados receberam em suas campanhas do ano passado. Picciani recebeu R$ 500 mil da OAS, que foi a sua maior doadora, R$ 199 mil da Queiroz Galvão e R$ 100 mil da Carioca Engenharia.

No total, essas doações representaram 23,5% dos R$ 3,4 milhões da sua receita de campanha. Vieira Lima recebeu R$ 732 mil da OAS, que também foi a sua maior doadora. Essa doação representou 30,5% da sua receita de campanha. Todas essas doações foram registradas no Tribunal Superior Eleitoral.