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Com a ajuda da desaceleração da inflação e dos recursos dos saques das contas inativas do FGTS, o consumo das famílias reagiu no segundo trimestre de 2017 após nove trimestres sem crescimento. Na comparação com o trimestre imediatamente anterior, o consumo das famílias avançou 1,4% e foi o principal responsável por impulsionar a economia brasileira no período. O consumo também registrou resultado positivo frente ao mesmo trimestre do ano anterior: avanço de 0,7%, também o primeiro resultado positivo em nove trimestres.

A coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis, destaca que o impacto do FGTS foi importante, mesmo considerando que parte dos recursos foi usada para pagar dívidas ou poupada:

– A gente teve a liberação do FGTS que foi importante nesse período também. Mesmo que boa parte das famílias tenha usado esse recurso para pagar dívida ou poupar, uma parte também foi consumida. A única coisa que ainda não teve uma recuperação importante foi o crédito.

A técnica explicou ainda que o principal responsável por impulsionar o desenvolvimento da economia no período neste trimestre foi o consumo das famílias, impulsionado pelo FGTS.

– O consumo é sem dúvida nenhuma o maior destaque da economia, até pelo peso que ele tem, já que representa mais de 60% do PIB. Isso por um conjunto de fatores, como o crescimento real dos salários, que ainda estão sendo ajustados em relação às taxas de inflação antigas e maiores, além da queda dos juros e dos preços do consumidor, que cresceu bem menos neste trimestre em relação ao mesmo período do ano passado. Tudo isso, com o FGTS, fez com que o consumidor tivesse mais dinheiro no bolso para gastar – explicou Palis.

 

O IBGE também ressaltou o impacto da evolução de alguns indicadores macroeconômicos ao longo do trimestre, como a desaceleração da inflação, a redução da taxa básica de juros e o crescimento, em termos reais, da massa salarial.

Rebeca explicou ainda que o avanço dos serviços está intimamente relacionado ao avanço do consumo das famílias, que movimentou principalmente o comércio (que, no PIB, faz parte do setor de serviços).

Fonte: O Globo